Mensagem em ocasião pelas Vocações da Vida Consagrada

MENSAGEM EM OCASIÃO DA CELEBRÇÃO DA VOCAÇÃO À VIDA CONSAGRADA

“Tende em vós o mesmo sentimento de Cristo Jesus” (Fil 2,5).

Queridos irmãos e irmãs,caríssimas Religiosas,Consagrados e consagradas leigos e leigas dos Movimentos Eclesiais e das Novas Comunidades.

Estamos celebrando no mês de agosto,o mês das Vocações,antecipando essa mensagem que escrevo para todos,quero de antemão,explica para todos o tema dessa mensagem.O tema que está inspirado na Carta de São Paulo aos Filipenses 2,5,São Paulo,demonstra que devemos ter o mesmo sentimento de Cristo Jesus,nosso Senhor,em primeiro lugar,estamos celebrando o Ano da Vida Consagrada,a partir desse contexto,o Santo Padre o Papa Francisco,na sua Carta Apostólica para o Ano da Vida Consagrada,nos dirige as suas palavras ressaltando o papel da vida religiosa,nas suas atuações na Igreja: “A comunhão e o encontro entre diferentes carismas e vocações é um caminho de esperança.Ninguém constrói o futuro isolando-se,nem contando apenas com as próprias forças,mas reconhecendo-se na verdade de uma comunhão que sempre se abre ao encontro,ao diálogo, à escuta,à ajuda mútua,e nos preserva da doença da autoreferencialidade.”[1]

1.Ser´Discípulo e Missionário

O Documento de Aparecida,transmite para nós,o contexto de sermos alegres de sermos discípulos e missionários de nosso Senhor Jesus Cristo para que o encontro com o Senhor Jesus,seja um encontro mais do que pessoal, é um encontro de todos, é um chamado que nosso Senhor,promove o coração daquele que transmite o seu valor de uma renovação na Igreja,a Igreja que queremos ser, é seguir os passos de Jesus,caminhando na fé e na sua resposta ao chamado de Deus para a sua vida consagrada,diz o Documento de Aparecida que “Neste encontro com Cristo,queremos expressar a alegria de sermos discípulos do Senhor e de termos sido enviados com o tesouro do Evangelho.Ser cristão não é uma carga,mas um dom: Deus Pai nos abençoou em Jesus Cristo seu Filho,Salvador do mundo.”[2].O principal caminho é que todos nós tenhamos a nossa missão de anunciar a Boa-Nova de Jesus para quem deseja ser enviado para a missão através do Mandato Missionário de Jesus: “Ide,portanto,e fazei que todas as nações se tornem discípulos,batizando-as em nome do Pai,do Filho e do Espírito Santo,e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei.E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos!’ [3].

2.Igreja “em saída”

Queridos irmãos e irmãs,na continuação dessa mensagem,citando aqui as Palavras do Papa Francisco,hoje podemos nos alegrar a contribuir com o nosso anseio,de sermos uma Igreja “em saída”,como podemos perceber,o que nos pede o Santo Padre é que saiamos para ir ao encontro dos pobres dos mais humildes,sejamos para eles “casa aberta ao Pai” [4],sejamos para eles os novos evangelizadores da nova evangelização,ser Igreja em saída significa que devemos sair das nossas próprias comodidades,sairmos da nossa zona de conforto,para ir ao encontro com as pessoas que necessitam da nossa ajuda,evangelizar os pobres,especialmente as famílias,hoje temos a graça de compreender que ser Igreja é um ato de fé e de esperança para quem deseja então,tornar mais ampla a sua missão.Diz as Diretrizes Gerais da CNBB (2015-2019),que afirma que “Ser verdadeiro discípulo missionário exige o vínculo efetivo  e afetivo com a comunidade dos que descobriram fascínio pelo mesmo Senhor.Ele sabe que exerce sua missão na Igreja “em saída”.” (CNBB,Doc.102,n.13).

3.A Igreja que queremos ser

O que podemos observar que ao sermos membros da Igreja,é dar continuidade da Missão que Jesus nos deixou para dar esse ardor de sermos enviados para a missão de evangelizar,o Beato Paulo VI,na Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi,diz que “A Igreja nasce da ação evangelizadora” [5],portanto,precisamos sentir o nosso chamado de servir a Igreja e também servir a Nosso Senhor Jesus Cristo de acordo com o que pede o Magistério da Igreja,levando em conta o nosso compromisso evangelizador,levando o nosso compromisso de discípulos e missionários conforme nos ensina a Evangelii Gaudium (cf.n.259).

4.A Alegria de evangelizar

Como é bom estarmos alegres em sermos chamados para evangelizar,com maior ardor em estarmos em comunidade servir a Deus,servir a Igreja,é uma responsabilidade de cada discípulo de Nosso Senhor Jesus Cristo levando em nossos corações o nosso chamado o serviço da Igreja é estarmos em estado de missão permanente em nossas comunidades fazendo o bem para quem precisa,por isso,o Papa Bento XVI,nosso querido Papa Emérito diz o seguinte: “A Igreja não começa com o nosso “fazer”,mas com o “fazer” e o “falar” de Deus.Assim,os Apóstolos não disseram depois de algumas assembléias:agora queremos criar uma Igreja,e com a forma de uma constituinte elaboraram uma constituição.” [6].

Portanto queridos irmãos e irmãs,ao celebrarmos os 50 anos do Concílio Vaticano II,Demos graças e louvores a Deus,por essa certeza de que a nossa fé triunfe mais em nosso cotidiano da nossa missão,levando em nosso objetivo o caminho mais profundo da nossa espiritualidade,levando em nossos corações,o sentido da vida e o sentido de uma nova forma de evangelizar,um objetivo geral de nossa missão é evangelizar é levar o anúncio da Boa-Nova do Evangelho para quem precisa ser evangelizado,motivando-nos o que precisamos ser,a Igreja que queremos ser.Peçamos ao Senhor,que no envie como seus discípulos e missionários,levando a caminho de uma nova evangelização,contando que a presença de servir ao Senhor,é estar também servindo a Igreja,por isso,peçamos a Ele que nos guie e sigamos em frente com a nossa missão.Deus os abençoe!

Joseph Charles D´Almada Batista

Comunidade Católica Fraternidade Pequena Via,Comunidade de Aliança,Missão de Campos dos Goytacazes,RJ e estudante do 1º ano de Teologia da Escola Eclesiástica de Estudos bíblicos e teológicos Mater Ecclesiae Diocese de Campos,RJ,08 de Agosto de 2015,festa de São Domingos.

[1] PAPA FRANCISCO,Carta Apostólica em ocasião ao Ano da Vida Consagrada,n.3.

[2] Cf.DAp,n.28

[3] Cf.Mt 28,19-20.

[4] FRANCISCO Exortação Ap.Evangelii Gaudium,n.47

[5] PAULO VI,Exortação Ap. Evangelii Nuntiandi,n,14.

[6] BENTO XVI,Meditação durante a Oração da Hora Tércia na Inauguração dos Trabalhos do Sínodo ds Bispos,08 de Outubro de 2012.

Novas Comunidades auxiliam nos atuais desafios da Igreja

As novas comunidades são uma realidade ainda recente. O Concílio Vaticano II marca esse novo Pentencostes, essa nova primavera na vida da Igreja. A partir de então florescem movimentos em respostas aos desafios da cultura moderna. Os fiéis encontram a possibilidade de vivenciar radicalmente o Evangelho, de se formar na fé cristã, crescer e se comprometer apostolicamente como verdadeiros discípulos missionários. Para enfrentar o secularismo avassalador dos dias de hoje, os jovens são convidados a viver em comunidade, assim como nos primórdios da Igreja, caminhando da mesma forma que os apóstolos junto ao Mestre. Missionário da comunidade Shalom de Aparecida (SP), Sérgio Augusto Galhardo, 33 anos, descobriu o carisma durante um retiro. Depois de um acompanhamento para o discernimento vocacional ele passou a integrar a comunidade. “Encontrei fora de mim aquilo que tinha dentro de mim”, conta o missionário ao relembrar como foi seu primeiro contato com essa realidade. A ação missionária da Shalom se dedica à evangelização, formação e ao acolhimento aos jovens. A comunidade surgiu de uma lanchonete, que servia como chamariz para atrair o público juvenil, em Fortaleza (CE). Dessa maneira, a Palavra de Deus era levada sutilmente aos jovens. Galhardo conta que é na vida comunitária que se vive verdadeiramente o Evangelho, de forma fraterna, sendo possível transbordar e levar os ensinamentos de Cristo. Dentre as atividades do missionário estão momentos dedicados à oração, missa diária, terço, formação, entre outros. “A vida em comunidade é fonte de graça. O irmão de comunidade é o lugar que eu encontro a Jesus Cristo”, afirma. O missionário pertence à comunidade aliança, comprometendo-se com a missão comunitária, ao mesmo tempo em que mantém outras atividades seculares e permanece ao lado dos familiares. Já no modo vida, o membro da uma nova comunidade dedica-se integralmente, vivendo de forma disciplinar com outros missionários. Algumas das principais características que se constatam na vida daqueles que fazem a experiência da efusão do Espírito Santo, dentro das novas comunidades, são o retorno à oração, o amor à Palavra de Deus, novos laços de espiritualidade, fraternidade e apostolado. A realidade das novas comunidades é um convite vigoroso a repensar a dimensão comunitária nas paróquias, como afirma presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, dom Jaime Spengler. O arcebispo metropolitano de Porto Alegre (RS) também coloca que esses novos movimentos são uma oportunidade de rever o modo como usualmente se conduz e se assume o desafio da evangelização, além de abrir mentes e corações para acolher a voz do Espírito que continua suscitando carismas. “Trata-se de uma realidade bastante recente. É um fenômeno certamente belo constatar o desejo de tantos, de se lançarem mais decididamente no seguimento do Senhor, de poderem viver mais intensamente laços comunitários, de se engajarem na obra da evangelização” ressalta. Os bispos reunidos em Aparecida (SP), dedicaram-se a estudar essa nova face da Igreja durante a V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano (CELAM). No documento é sublinhada a valiosa contribuição dessa realidade para a Igreja local. A Conferência ressalta que os movimentos e novas comunidades são uma oportunidade para que muitas pessoas afastadas possam ter uma experiência de encontro vital com Jesus Cristo e, assim, recuperar sua identidade batismal e sua ativa participação na vida da Igreja. Dentro dessa realidade, a comunidade Obra de Maria traz um carisma enraizado no amor mariano. Ela tem como missão evangelizar de todas as formas com alegria. Dentre os trabalhos estão a oração do terço nas casas, grupos de oração, congressos nacionais e internacionais, trabalhos com ministério de música, projetos sociais e, principalmente, peregrinações aos santuários do mundo todo. Há 13 anos que o missionário Alexsandro Torres teve uma experiência de infusão no Espírito Santo, durante uma peregrinação com a comunidade. Após um longo aprofundamento no ministério da vida missionária, ele sentiu-se impulsionado a largar tudo e seguir a Cristo ao lado da esposa. “Tenho alegria de Servir a Deus com toda a minha família, eu, minha esposa e meus quatro filhos. Em nenhum momento olhamos para trás. Pelo contrário, temos a certeza que somos de Deus e estamos no lugar certo, que nos impulsiona ir além”, frisa. Os que desejam ingressar na comunidade precisam realizar primeiramente um acompanhamento e participar dos encontros vocacionais durante o ano. Sendo aprovado, o candidato é convidado a fazer uma experiência mais inteiramente como pré-discipulado e discipulado. Depois de três anos de discernimento vocacional, o missionário passa pela primeira consagração e, após cinco anos, o membro realiza os votos perpétuos. Torres, que atualmente vive em Cachoeira Paulista (SP), pontua que os jovens que sentem o chamado a viver em uma nova comunidade devem aprofundar-se e conhecer o carisma que se busca. Além disso, ele diz que é primordial rezar, pois na oração Deus revela o caminho a ser seguido. “Só se entende a vocação quem é chamado”,

Mensagem aos consagrados e consagradas e leigos ao Dia da Vida Consagrada

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MENSAGEM AOS CONSAGRADOS E CONSAGRADAS LEIGOS E LEIGAS AO DIA DA VIDA CONSAGRADA 2015

“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos”.(Jo 13,35).

Caríssimos irmãos e irmãs,ao celebrarmos no mês de fevereiro o Dia da Vida Consagrada,nosso Senhor nos ensina que todos nós deveremos reconhecer que somos os seus discípulos,o texto bíblico do Evangelista São João,Jesus afirma que todos deverão reconhecer todos são os seus discípulos,a partir daí precisamos nos dar totalmente entregando a nossa vida,a partir desse contexto,em que precisamos tornarmos discípulos e missionários para que a cada um de nós precisamos assumir o nosso compromisso de missão.“O cristão é também chamado a se desenvolver como indivíduo capaz de afeto amor.A subjetividade se desenvolve de maneira sadia quando traz consigo a abertura às relações consigo mesmo,com os demais seres humanos,com Deus e com a natureza a partir da pessoa e da missão de Jesus Cristo em conformidade com o seu ser imagem e semelhança de Deus que é amor e,por tanto,comunhão”.(Cf.CNBB,Estudo 107,Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade,n.52).

O objetivo dessa mensagem,podemos observar que o Cristão leigo,sente o chamado de Deus para tornar cada vez mais com o seu contexto de assumir o seu caminho de total processo de formação de discípulos e missionários,assumindo que todos nós tenhamos o contexto de uma fé renovada em nossos corações.O Papa Francisco,no seu discurso com os membros da Fraternity Catholic (Organismo ligado à Santa Sé juntamente com o Pontifício Conselho para os Leigos),o Santo Padre dizia que “Os Movimentos e as Novas Comunidades que representais já estão projetados para a fase da maturidade eclesial, que exige uma atitude vigilante de conversão permanente, a fim de tornar cada vez mais vivo e fecundo o impulso evangelizador. Por conseguinte, desejo oferecer-vos algumas sugestões para o vosso caminho de fé e de vida eclesial.”(Papa Francisco,Discurso aos membros do Congresso Mundial das Novas Comunidades,22 de novembro de 2014).Portanto queridos irmãos e irmãs,como todos nós como membros dos Movimentos Eclesiais e das Novas Comunidades,possamos então nos consagrar de acordo com o que possamos então levar em conta de que “A vida consagrada resplandece,em toda a história da Igreja,pela sua capacidade de assumir explicitamente o dever do anúncio e da pregação da Palavra de Deus na missão ad gentes e nas situações mais difíceis,mostrando-se disponível também para as novas condições de evangelização, empreendendo com coragem e audácia e novos percursos e novos desafios para o anúncio eficaz da Palavra de Deus”.(Cf.Bento XVI,Exortação Apostólica Pós-Sinodal Verbum Domini,n.94).

1.Nova Evangelização nas Novas Comunidades

O Papa Francisco,na sua Exortação Apostólica Evangelii Gaudium,afirma:”Em muitos lugares,há escassez de vocações ao sacerdócio e à vida consagrada.Frequentemente isso fica a dever à falta de ardor apostólico contagioso nas comunidades,pelo que estas não entusiasmam nem fascinam,Onde há vida,fervor,paixão de levar Cristo aos outros,surgem vocações genuínas.” (EG,n.107).O contexto das Novas Comunidades,precisa ser orientadas pelos Bispos que precisam acolher as Novas Comunidades e os Movimentos Eclesiais em suas dioceses,primeiramente levar uma nova expressão na certeza de que os discípulos e missionários tenham um ardor missionário na sua vocação,assim também apresenta esse texto do Documento de Aparecida que afirma: “A Diocese,em todas as suas comunidades e estruturas,é chamada a ser “comunidade missionária”.Cada Diocese necessita fortalecer sua consciência missionária,saindo ao encontro dos que ainda não crêem em Cristo no espaço de seu próprio território e responder adequadamente aos grandes problemas da sociedade na qual está inserida.”(DAp.n.168).

2.Igreja em estado de “saída”

“Cada cristão e cada comunidade há de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede,mas todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho.A alegria do Evangelho,que enche a vida da comunidade dos discípulos,é uma alegria missionária.Experimentam-na os setenta e dois discípulos que voltam da missão cheios de alegria (cf.Lc 10,17).” (EG,n.20-21).

Caríssimos irmãos e irmãs,precisamos atender esse apelo do Papa Francisco que escreve na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium,precisamos ser uma Igreja em estado de Igreja em saída,precisamos sair das nossas próprias comodidades,sair também da nossa zona de conforto,precisamos estar em missão,somos enviados a irmos para seguir o chamado de Deus para irmos partir para a missão de evangelizar a quem precisa da luz do Evangelho,seguir os caminhos de uma nova evangelização,precisamos evangelizar,precisamos seguir as instruções de Cristo Jesus,seguir para a missão de evangelizar.”Como o Pai me ama,assim também eu vos amo.Perseverai no meu amor”.(Jo 15,9).O nosso chamado para irmos evangelizar,precisamos levar em conta de que precisamos trazer em nossas vidas,o contexto de se tornarmos uma Igreja em estado de saída.

3.Vocação missionária

Para encerarmos essa mensagem,quero dizer-lhes o quanto que somos chamados para edificar o nosso chamado de Deus em nossas vidas,evangelizar também as famílias,evangelizando os jovens,evangelizando também nos grupos de oração,levando em conta de que a missão da Igreja é fundamental para a nossa salvação,a nossa resposta ao chamado de Deus em torno do nosso coração.”O Espírito Santo enriquece toda a Igreja evangelizadora também com diferentes carismas.São dons para renovar e edificar a Igreja.”(Evangelii Gaudium,n.130).O contexto de evangelizar é levar o Evangelho para quem precisa e necessita escutar a Palavra de Deus em nossa vida,portanto precisamos ser discípulos e missionários na vida comunitária e também na vida consagrada.Como dizia o Arcebispo de Belém do Pará:”É possível fazer compromissos definitivos”.Portanto amados irmãos e irmãs,hoje podemos dizer que precisamos levar em nossas vidas,o sentido da vida,o sentido de uma vida totalmente completa em nossas vidas.

Obrigado por vocês partilharem comigo essa mensagem que escrevo para todos vocês em torno do que precisamos levar em conta o caminho de uma vida missionária.Deus os abençoe.Assim seja!

Dada em Campos dos Goytacazes,02 de Fevereiro de 2015,Festa da Apresentação do Senhor.

Joseph Charles D´Almada Batista

Comunidade Católica Fraternidade Pequena Via-Comunidade de Aliança-Campos dos Goytacazes,RJ.

Discurso do Papa Francisco aos membros da Fraternity Catholic

brasão do Papa Francisco

DISCURSO DO PAPA FRANCISCO

AOS PARTICIPANTES DO III CONGRESSO DOS MOVIMENTOS ECLESIAIS E NOVAS COMUNIDADES

Sala Clementina,Sábado 22 de Novembro de 2014

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

É com prazer que vos recebo por ocasião do Congresso que estais a celebrar com o apoio do Pontifício Conselho para os Leigos. Agradeço ao Cardeal Ryłko, também as suas palavras, e a Mons. Clemens. Nestes dias, estão no centro da vossa atenção dois elementos essenciais da vida cristã: a conversão e a missão. Eles estão intimamente ligados entre si. Com efeito, sem uma conversão autêntica do coração e da mente não se anuncia o Evangelho, mas se não nos abrirmos à missão não é possível a conversão e a fé torna-se estéril. Os Movimentos e as Novas Comunidades que representais já estão projectados para a fase da maturidade eclesial, que exige uma atitude vigilante de conversão permanente, a fim de tornar cada vez mais vivo e fecundo o impulso evangelizador. Por conseguinte, desejo oferecer-vos algumas sugestões para o vosso caminho de fé e de vida eclesial.

Antes de tudo, é necessário preservar o vigor do carisma: que aquele vigor não esmoreça! Vigor do carisma! Renovando sempre o «primeiro amor» (cf.Ap 2, 4). De facto, com o tempo aumenta a tentação de se contentar, de adormecer em esquemas tranquilizadores, mas estéreis. A tentação de aprisionar o Espírito: esta é uma tentação! Contudo, «a realidade é mais importante que a ideia» (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 231-233); se é necessária uma certa institucionalização do carisma para a sua sobrevivência, não devemos iludir-nos que as estruturas possam garantir a acção do Espírito Santo. A novidade das vossas experiências não consiste nos métodos nem nas formas, que contudo são importantes; a novidade consiste na predisposição para responder com renovado entusiasmo à chamada do Senhor; foi esta coragem evangélica que permitiu o nascimento dos vossos movimentos e novas comunidades. Se formas e métodos são defendidos por si mesmos tornam-se ideológicos, distantes da realidade que está em evolução contínua; fechados às novidades do Espírito, acabam por sufocar o próprio carisma que os gerou. É preciso voltar sempre à nascente dos carismas e reencontrareis o impulso para enfrentar os desafios. Não fizestes uma escola de espiritualidade assim; não fizestes uma instituição de espiritualidade assim; não tendes um pequeno grupo… Não! Movimento! Sempre a caminho, sempre em movimento, sempre abertos às surpresas de Deus, que estão em sintonia com a primeira chamada do movimento, com o carisma fundamental.

Outra questão diz respeito ao modo de acolher e acompanhar os homens do nosso tempo, em especial os jovens (cf. Exort. ap.Evangelli gaudium, 105-106). Fazemos parte de uma humanidade ferida — devemos dizer isto — onde todas as instituições educativas, especialmente a mais importante, a família, têm graves dificuldades um pouco em todo o mundo. O homem de hoje vive sérios problemas de identidade e tem dificuldade em fazer as suas opções; por isso tem uma tendência a deixar-se condicionar, a delegar a outros as decisões importantes da vida. É preciso resistir à tentação de se substituir à liberdade das pessoas e a dirigi-las sem esperar que amadureçam realmente. Cada pessoa tem o seu tempo, caminha à sua maneira e devemos acompanhar este caminho. Um progresso moral ou espiritual obtido mediante a imaturidade das pessoas é um sucesso aparente, destinado a naufragar. Melhor poucos, mas sempre sem procurar o espectáculo! A educação cristã, ao contrário, exige um acompanhamento paciente que sabe esperar os tempos de cada indivíduo, como o Senhor faz com cada um de nós: o Senhor tem paciência connosco! A paciência é o único caminho para amar deveras e levar as pessoas a uma relação sincera com o Senhor.

Outra indicação é a de não esquecer que o bem mais precioso, o selo do Espírito Santo, é a comunhão. Trata-se da graça suprema que Jesus nos conquistou na cruz, a graça que de ressuscitado pede para nós incessantemente, mostrando as suas chagas gloriosas ao Pai: «Como Tu, ó Pai, estás em Mim e Eu em Ti, que também eles estejam em nós, para que o mundo creia que Tu Me envias-te» (Jo17, 21). Para que o mundo creia que Jesus é o Senhor é preciso que veja a comunhão entre os cristãos, mas se se vêem divisões, rivalidades e difamações, o terrorismo dos mexericos, por favor… se se vêem estas coisas, seja qual for a causa, como se pode evangelizar? Recordai também este princípio: «A unidade prevalece sobre o conflito» (cf. Exort. Evangelii gaudium, 226-230), porque o irmão vale muito mais do que as nossas posições pessoais: por ele Cristo derramou o seu sangue (cf.1 Pd 1, 18-19), pelas minhas ideias nada derramou! Depois, a verdadeira comunhão não pode existir num movimento ou numa nova comunidade, se não se integra na comunhão maior que é a nossa Santa Mãe Igreja Hierárquica. O todo é superior à parte (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 234-237) e a parte tem sentido em relação ao todo. Além disso, a comunhão consiste também em enfrentar juntos e unidos as questões mais importantes, como a vida, a família, a paz, a luta à pobreza em todas as suas formas, a liberdade religiosa e educativa. Em particular, os movimentos e as comunidades estão chamados a colaborar a fim de contribuir para curar as feridas causadas por uma mentalidade globalizada que põe no centro o consumo, esquecendo Deus e os valores essenciais da existência.

Por conseguinte, para alcançar a maturidade eclesial mantende — repito — o vigor do carisma, respeitai a liberdade das pessoas e procurai sempre a comunhão. Mas não vos esqueçais de que para alcançar a meta a conversão deve ser missionária: a força de superar tentações e insuficiências vem da alegria profunda do anúncio do Evangelho, que está na base de todos os vossos carismas. Com efeito, «quando a Igreja chama ao compromisso evangelizador, mais não faz do que indicar o verdadeiro dinamismo da realização pessoal» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 10), a verdadeira motivação para renovar a própria vida, porque a missão é participação na missão de Cristo que sempre nos precede e acompanha na evangelização.

Queridos irmãos e irmãs, vós já destes muitos frutos à Igreja e ao mundo inteiro, mas dareis outros ainda maiores com a ajuda do Espírito Santo, que suscita sempre e renova dons e carismas, e com a intercessão de Maria, que não deixa de socorrer e acompanhar os seus filhos. Ide em frente: sempre em movimento… Nunca vos detendes! Sempre em movimento! Garanto-vos a minha oração e peço-vos que rezeis por mim — tenho deveras necessidade disso — e de coração abençoo-vos.

 Agora peço-vos, a todos, que rezeis a Nossa Senhora, que experimentou esta experiência de conservar sempre o vigor do primeiro encontro com Deus, de ir em frente com humildade, mas sempre a caminho, respeitando o tempo das pessoas. E depois também nunca vos canseis de ter este coração missionário.

Novas Comunidades: O que são?

As Novas Comunidades são reconhecidas pela Igreja como um dos instrumentos importantes enviados por Deus para o anúncio de Sua Palavra, testemunhando a veracidade do Evangelho com seu estilo de vida. “Cada uma das comunidades faz uma experiência de fraternidade, uma contribuição reconhecida pela Igreja para que a Boa Nova do Evangelho seja não só anunciada, mas vivenciada”, diz Dom Alberto Taveira. 

Assim, o Congresso Sul Americano das Novas Comunidades tem como objetivo reunir as várias comunidades que surgem no mundo inteiro, bem como unir os diferentes carismas, suas experiências de fraternidade e evangelização. As Novas Comunidades são verdadeiros canais privilegiados para a formação e promoção dos fiéis católicos, que se tornam mais ativos e conscientes do seu papel na Igreja e no mundo. Elas se inserem com fidelidade na vida das Igrejas locais, sendo fermento, sal e luz, correspondendo às necessidades da nova evangelização. Dessa forma, pessoas de todas as idades, classes sociais, solteiras ou casadas podem ser envolvidas por essa experiência eclesial.No decurso dos séculos, o Espírito sempre suscitou na Igreja realidades novas que servem como uma resposta aos desafios da Igreja no seu tempo. Podemos ver isso desde o surgimento das comunidades cristãs já relatadas no Livro dos Atos dos Apóstolos, mas também no monaquismo nos séculos III e IV, bem como no movimento mendicante no século XIII, nas congregações missionárias nos séculos XV e XVI, nas congregações voltadas para a caridade nos séculos XVII e XVIII e nos institutos seculares nos século XIX e XX.

Na modernidade, os ares do Concílio Vaticano II (1962-1965) favoreceram o surgimento de “novas formas de vida evangélica”, dentre elas, osMovimentos Eclesiais e as Comunidades Novasou podemos chamar de Novas Comunidades.

As Novas Comunidades começaram a surgir na década de 1970 na França e nos EUA, tornando-se um fenômeno mundial. No Brasil, as primeirasComunidades Novas surgem na década de 80 e, na década de 90, vê-se o surgimento de inúmeras Novas Comunidades que hoje no Brasil superam o número de 500.

O Concílio pedia uma Igreja inserida no mundo, capaz de atraí-lo para Cristo e de dar respostas aos desafios de seu tempo. O Papa João Paulo II, na memorável Vigília de Pentecostes de 1998, chamou os Movimentos Eclesiais e as Novas Comunidades de “providencial resposta do Espírito”. Isso porque, através das Novas Comunidadese Movimentos Eclesiais, leigos que se consagram a Deus a partir de um carismae, sob o dom e a radicalidade desse carisma, vivem o seu Batismo de forma autêntica num mundo dilacerado pelo secularismo.

Observo nas Comunidades Novas duas originalidades eclesiais:

– A primeira consiste freqüentemente no fato de se tratar de grupos compostos por homens e mulheres, por clérigos e leigos, por casados, celibatários e solteiros que vivem em comunidade, seguem um estilo particular de vida sob a graça e espiritualidade de um carisma particular.

– Outra originalidade é a consagração de leigos, inclusive casais, no serviço do Reino. Embora isso não seja exatamente novo na Igreja – vejam-se as ordens terceiras, os oblatos beneditinos – mas a consciência de uma consagração de vida, que inclua pessoas casadas, que inclusive fazem vínculos (promessas, compromissos etc.) de obediência, pobreza e castidade, é, sim, uma originalidade na Igreja.

Assim, as Comunidades Novas são uma novidade do Espírito na Igreja de Jesus Cristo e que por ela têm sido acolhidas, através de seu Magistério, como uma esperança para a Igreja³.

O Documento de Aparecida dedica um sub-capítulo aos Movimentos Eclesiais e Comunidades Novas, que começa dizendo: “Os novos movimentos e comunidades são um dom do Espírito Santo para a Igreja. Neles, os fiéis encontram a possibilidade de se formar na fé cristã, crescer e se comprometer apostolicamente até ser verdadeiros discípulos missionários.”

As Novas Comunidades, quase sempre surgidas da Renovação Carismática Católica, trazem em si algumas características:

– Carisma próprio bem definido;

– Amor e reverência filial à Igreja através da obediência ao Papa e Bispos e da fidelidade à doutrina católica;

– Forte missionaridade sob o impulso da nova evangelização;

– Vivência comunitária sob duas formas: comunidade de aliança e comunidade de vida;

– Chamado específico de pobreza e abandono na Providência Divina;

– Governo comum e organizado, vivido sob a graça da obediência;

– Presença de todos os estados e realidades de vida: homens e mulheres, clérigos e leigos, casados, celibatários e solteiros;

– Intenso apelo à vivência moral segundo o Magistério da Igreja, inclusive confirmado por vínculo de castidade segundo o estado de vida;

– Vida de oração intensa, tanto pessoal como comunitária.

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Notas

1. Exortação Apostólica Pós-Sinodal Vita Consecrata (1996), n. 62.

2. Exceção se faz à Comunidade Canção Nova, que começou em 1978.

3. Nas mensagens do Papa Bento XVI e nos pronunciamentos do Cardeal Stanislaw Rylko, Prefeito do Pontifício Conselho Para os Leigos, nos encontros da Catholic Fraternity, as Comunidades Novas têm sido chamadas de “Esperança da Igreja”.

4. Documento de Aparecida (2007), n. 311

As Comuniddaes de Vida e Aliança prestam muitos serviços, mas não é o mote fundamental delas. O ponto fundamental é o carisma, é a forma de vida que Deus as cahamou a viver. tem Comunidades que o ponto fundamental delas é o serviço. Elas nascem em vista de um serviço. Elas se organizam, tem compromisso de ordem espiritual, fraterna e apostólica em vista do serviço. Elas podem estar dentro da própria estrutura da RCC como comunidade de serviço, se ela não tem um carisma próprio, mas estão a serviço da estrutura. Isso se não possuem um carsima, pois as vezes, podem ter um carisma, mesmo se aplicando em um só serviço.

A Comunidade de vida e de Aliança não é um estágio dentro da vida do grupo de oração ou da vida de Comunidade. Há Comunidades de Renovação e grupos de oração que serão sempre grupos de  oração e Comunidades de Renovação, porque este é o designio de Deus a seu respeito. Uma Comunidade de vida e Aliança não é status, não é um passo a mais no grupo de oração. Tudo depende do designio de Deus, da Sua vontade. Uma Comunidade nova não nasce de uma motivação humana, não é uma iniciativa nossa, não é um acordo entre amigos em vista de um trabalho que precisa ser feito. Não! É uma iniciativa Divina. Deus vai mexendo em nosso coração, a nos inquietar, a nos chamar e a nos inspirar. Isso só nasce em um coração, ou em corações que escuta a Deus. O caminho é a vida de oração, de intimidade  com Deus. Escutar a Deus para que seja gerada a Comunidade de Deus e não a minha Comunidade. O projeto de Deus, exige grandes renúncias. A Comunidade existe para Deus, por isso devemos examinar muito as nossas motivações. Queremos fundar uma Comunidade de Vida e Aliança ou por que todo mundo já tem  e também precisamos ter uma? Ela é para maior gória de Deus, ou é por orgulho e vaidade? É por status? Para que o bispo veja?

Devemos perguntar, na fundação de uma Comunidade: Por que e para que que esta Comunidade está sendo gerada? E por que Deus está dando um carisma? Para o bem da igreja e para o bem do mundo? É para maior glória de Deus? Ou tudo se desenvolve para objetivos mesquinhos, motivações  ou planos humanos, baseado no orgulho, na inveja, na vaidade, na disputa e nos partidos? É muito importante que posamos purificar as nossas intenções nas fundações da Comunidade. Há muitas Comunidades que não nasce da inspiração de Deus; são geradas da vontade humana. Com aoutras acontecem o chamado, mas por se colocarem em atitude de discernimento, precipitam-se e acabam por fazer cópias de outras que já existem. Por não saberem como executar a inspiração de Deus. Logo, cria a Comunidade que se pensa e não a que Deus quer.

Uma Outra característica de uma Comunidade de Vida e Aliança que está surgindo é a sua originalidade, por que como é Dom de Deus, os dons são sempre originais. São originais em si mesmas, são criativas; tem pontos em comum com outras Comunidades, mas não podem ser cópias da outra.

Como está dentro da graça da Renovação, essas Comunidades Novas traz dentro dela elementos da graça da Renovação, como exercícios dos Carismas, Seminário de Vida no Espírito Santo, porém agreagado à sua forma própria de realizar e de viver o seu carisma e de realizar a sua missão. Existem  Comunidades que se dizem Carismáticas, mas não exercem os carismas, não vivem a experiência do Batismo no Espírito Santo, não tem esta experiência do poder e das características próprias da graça da Renovação Carismática. Estas Comunidades podem até ser Comunidades Novas dentro da igreja, mas elas não são Comunidades Carismáticas por que um dos pontos indispensáveis para reconhecer uma Comunidade Carismática é que dentro da espiritualidade, dentro de seu carisma , da sua graça própria traga também os elementos da graça da Renovação como o Batismo no Espírito Santo, os carismas e outros elementos. Portanto, o caminho para discernir este apelo interior de Comunidade de Vida e Aliança é a ORAÇÃO. VIDA DE PROFUNDA INTIMIDADE COM DEUS.

 

CARACTERÍSTICA DE UMA COMUNIDADE NOVA

01 – Composta de homens e mulheres, clérigos e leigos, casados e solteiros;

02 – Possuem um estilo particular de vida em comum ou com intenso compromisso de vida entre

seus membros;

03 – Desejam intensamente uma vida comunitária, expressam isso em comunidade de vida ou

Comunidade de Aliança;

04 – Forte compromisso com a oração e com uma vida interior comprometida;

O que as Novas Comunidades devem ser para o Povo? Mais ainda, o que são as Novas Comunidades? Segundo o fundador da Comunidade Shalom, Moysés Azevedo, elas são formadas por pessoas que descobriram seu Batismo e nele encontraram o seu carisma particular, a sua forma de viver o Evangelho e seguir plenamente a Cristo, ser Igreja.

“Devemos saber que somos constituídos por Deus a serviço do Seu Povo, aquele em cuja vida vamos concretizar, provar nosso amor por Deus”, afirma.

Ele acredita que um dos maiores dons destas comunidades é o de se colocar a serviço. “As Novas Comunidades não são um clube, não vivem para si mesmo. São um dom e uma missão em favor dos outros. Nosso papel é consumir e doar, sacrificar a nossa vida em favor deste povo, para que ele possa, nos olhando, ver os olhos de Cristo; nos ouvindo, ouvir a Palavra de Cristo e da Igreja. E que possam, no amor e no acolhimento, se sentirem amados e acolhidos por Cristo e a própria Igreja”.

E é exatamente esse um dos grandes desafios dos tempos atuais, segundo Moysés: fazer o povo se sentir acolhido e amado. Nesse sentido, as NC precisam oferecer o alimento necessário da sã doutrina, da evangelização fundamental, da boa formação cristã, católica, para que se possa formar homens e mulheres que façam a diferença neste mundo.

Dicas

Para as comunidades que começam a se estruturar, Moysés recorda que é preciso ter consciência de que a Obra não é humana, mas de Deus. “Às vezes, corremos o risco de querer fazer tudo com nossas próprias mãos”.

Ele oferece duas dicas fundamentais:

1 – Deus tem um projeto, uma promessa divina, e às vezes se quer realizar de modo humano. É preciso lembrar que, se a comunidade é autêntica, deve ser um projeto de Deus. É o espírito de escuta e obediência à vontade de Deus que sela essa autenticidade;

2 – “Não comecem pelo telhado”. Moysés cita que há comunidades que mal começaram a dar os primeiros passos e já têm grandes estruturas. Em primeiro lugar, o carisma precisa ser acolhido, compreendido e entendido para ir se institucionalizando, não começar pelo contrário, com regras e estatutos antes mesmo de a Comunidade existir concretamente. “É Deus quem precisa estar no comando e condução”, afirma.

Congresso

Foi realizado de 03 a 05 de junho o IX Congresso da Fraternidade Católica das Novas Comunidades(FRATER) Regional Brasil. O encontro aconteceu em Fortaleza (CE), na Comunidade Face de Cristo. A Comunidade Rahamim marcou presença no encontro.

“Temos a tradição de os encontros serem itinerantes e de uma comunidade acolher a outra. Não é simplesmente a cidade que acolhe, mas a comunidade, com seu carisma, para fazer esse trabalho de partilha, comunhão, edificação mútua”, diz o fundador da Shalom.

Moysés ressalta que o Congresso é um momento de grande graça, onde sela-se o espírito de comunhão que enriquece e frutifica a todos. “Os carismas não competem entre si, mas se completam em favor da Igreja e da humanidade. Isso temos presente muito dentro do nosso coração”, salienta.

As comunidades novas baseiam-se em novas inspirações adaptadas dos institutos de Vida Consagrada da Igreja Católica, tendo como grande diferencial a Vida Comunitária ser formada por Sacerdotes e leigos, homens e mulheres em uma mesma Comunidade devidamente dividida mais trabalhando junto em prol da Evangelização ou Promoção da Dignidade Humana.

Tais formas de vida comunitária em vista da Evangelização existem desde o fim do século XX, se expandindo pelo mundo todo em diversas novas comunidades, e ainda hoje aguardam um futuro enquadramento canônico enquanto são muito bem vistos pela hierarquia católica, sob a qual existem em esforçado serviço e auxílio. É formada por leigos e padres engajados como um passo a mais em seus engajados projetos de evangelizaçãodiocesanos oriundos comumente da Renovação Carismática Católica.

Devido a essa sua origem também são conhecidas por Comunidades Carismáticas, e teve seu apogeu na convocação feita por sua Santidade oPapa João Paulo II em 1998, no Vaticano onde reunindo-se com milhares de Comunidades do Mundo Inteiro reconheceu sua existência e lhes deu o grande impulso motivador na Igreja.

Novas Comunidades: Escolas de Santidade e de Formação

“Acontecerá,no fim dos tempos,que a montanha da casa do Senhor será estabelecida no ápice das montanhas,e será mais elevada que todos os outeiros.Os povos afluirão para ela,numerosas nações ali virão,dizendo: Vinde,subamos à montanha do Senhor,à casa do Deus de Jacó.Ele nos ensinará os seus caminhos,e andaremos por suas veredas”.(Mq 4,1-2).

As Novas Comunidades são praticamente chamadas de Escolas de Santidade e de Formação.Cabe a cada um de nós experimentarmos de fato,um caminho triunfante nessa escola,a cada um de nós tornamos um exemplo de vida fraterna na comunidade de vida e de aliança,onde os leigos porém “tem a missão de testemunhar o Evangelho com a própria vida.Mas Deus percorre,com cada pessoa,um caminho próprio”.(cf.YOUCAT 138).

Todo leigo que sente o chamando à santidade,pode-se também entrar em processo de formação dentro da comunidade nova para um caminho da perfeição de vida consagrada,testemunhando que de fato,apresenta um sentido próximo ao chamado de Deus,em nossas vidas.O contexto das Novas Comunidades se tornarem Escolas de Santidade e de formação,traga para nós os leigos um caminho de que “A Comunidade é,então,sinal da fé teologal: a fé acolhida é dom acreditado,não há razões humanas que possam explicar de forma perfeita a vida fraterna”(cf.Magno Fernando,Capítulo O Dom da Vida Fraterna como sinal da Trindade,livro Novas Comunidades: Primavera da Igreja,p.66).

Nesse aspecto,as Novas Comunidades,são um sinal de uma ampla formação transformando a vida de todos aqueles que necessitam alcançar a santidade e levar no coração uma plenitude completa de que “Todos vós,sóis irmãos” (cf.Mt 23,8),o caminho da santidade é estar perto de Deus caminhando profundamente na missão e da ação evangelizadora da Igreja,segundo o Documento de Aparecida,que nos indica alguns passos para a nossa formação é preciso compreender que “Para aproveitar melhor os carismas e serviços dos movimentos eclesiais no campo da formação dos leigos,

Mensagem em Ocasião para o Dia da Vida Consagrada Solenidade da Apresentação do Senhor

                           

         MENSAGEM EM OCASIÃO PELO DIA NACIONAL DA VIDA CONSAGRADA

                               “Vem alegrar-te com o teu Senhor!” (Mt 25,21.23).

Caríssimos irmãos e irmãs

Em ocasião dessa mensagem dedicada ao Dia da Vida Consagrada,celebrada na Solenidade da Apresentação do Senhor,no dia 02 de fevereiro,pude destacar essa passagem bíblica narrada no Evangelho de São Mateus,sobre a Parábola dos talentos (cf.Mt 25,14-30).A passagem bíblica que estamos refletindo nesse ano de 2014,na Solenidade da Apresentação do Senhor,na celebração do dia a vida consagrada,temos a alegria de termos em nossas mãos,a Exortação Apostólica do Papa Francisco a Evangelii Gaudium (A Alegria do Evangelho).

Tudo isso,indica que o Papa Francisco,inspirou esse tema da sua primeira Exortação Apostólica que foi fruto da XIII Assembléia Geral do Sínodo dos Bispos,em 2012,com o tema “A Nova Evangelização para a Transmissão da Fé Cristã”,entretanto tivemos também a abertura do Ano da Fé,convocados pelo Papa Emérito Bento XVI,em ocasião dos cinquenta anos de abertura do Concílio Vaticano II e dos 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica.Na Carta Apostólica Porta Fidei,Bento XVI,acrescentou que “Na medida da sua livre disponibilidade,os pensamentos e os afetos,a mentalidade e o comportamento do homem vão sendo pouco a pouco purificados e transformados,ao longo de um itinerário jamais completamente terminada nessa vida”.(cf.Bento XVI,Porta Fidei n.6).

Portanto,eis aqui alguns elementos que o Papa Francisco na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium,proporciona para nós nesse tempo de renovação da Igreja.Um aspecto fundamental para a nossa vida cristã:

1- A Alegria do Evangelho: O Papa Francisco afirma que a Alegria do Evangelho “enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus”.(EG 1).Ao ler o texto da Exortação,a dinâmica que o Papa Francisco pede é que todos se enchem de alegria compreender o anúncio da Palavra de Deus,é preciso que todos façam uma experiência de fé e experimentar o ardor missionário de anunciar o Evangelho a todas as pessoas (cf.Mc 16,15).Porém Paulo VI,na Evangelii Nuntiandi ele diz:Evangelizar,para a Igreja,é levar a Boa Nova a todas as parcelas da humanidade,em qualquer meio e latitude,e pelo seu fluxo transformà-las a partir de dentro e tornar nova a própria humanidade:”Eis que faço de novo todas as coisas”.No entanto,não haverá humanidade nova,se não houver em primeiro lugar homens novos,pela novidade do Batismo e da vida segundo o Evangelho”.(EN 18).

2-O Mandato Missionário na Igreja: “A evangelização obedece ao mandato missionário de Jesus: “Ide,pois,fazei discípulos de todos os povos,batizando-os em nome do Pai,do Filho e do Espírito Santo,ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado” (Mt 28,19-20).Nestes versículos,aparece o momento em que o Ressuscitado envia os seus a pregar o Evangelho em todos os tempos e lugares,para que a fé n´Ele se estenda a todos os cantos da Terra”.(EG 19).O mandato missionário de Jesus,fortalece em nós a alegria de viver o anúncio do Evangelho e trazendo para conosco a experiência de pregar a Palavra de Deus entre todos os povos e nações,renovando cada vez mais a sua missão na Igreja.”O anúncio tem a plenitude permanente,na missão: a Igreja não pode esquivar-se ao mandato explícito de Cristo,não pode privar os homens da Boa Nova de que Deus ama e salva.A evangelização conterá sempre como base,centro e,ao mesmo tempo,vértice do seu dinamismo uma proclamação clara de que,em Jesus Cristo a salvação é oferecida a cada homem,como dom de graça e de misericórdia do próprio Deus”.(Encíclica Redemptoris Missio 44).

Por fim,a nossa alegria de viver o anúncio do Evangelho,torna os nossos corações paralelamente fundamentais para a nossa vida de expressarmos a nossa fé,trazendo consigo o amor de Deus para cada um de seus filhos,renovando a Igreja promovendo o bem a todos é preciso que todos nós entrarmos por um caminho mais forte na evangelização,pois é preciso que a Igreja se torne cada vez mais ampla na evangelização,por isso,o Papa Francisco na Encíclica Lumen Fidei,ele nos explica que “A fé transforma a pessoa inteira,precisamente na medida em que ela se abre ao amor;é neste entrelaçamento da fé com o amor que se compreende a forma de conhecimento da própria fé,a sua força de convicção,a sua capacidade de iluminar os nossos passos”.(Lumen Fidei 26).O Papa Emérito Bento XVI,dizia em uma de suas catequeses sobre o Ano da Fé aplicando todo esse contexto espiritual da fé cristã:“A primeira escola para a oração(…) é a Palavra de Deus,a Sagrada Escritura.A Sagrada Escritura é um permanente diálogo entre Deus e o homem,um diálogo progressivo no qual Deus se mostra sempre mais próximo,no qual podemos conhecer sempre melhor a sua face,a sua voz,o seu ser; e o homem aprende a aceitar conhecer a Deus ,a falar com Deus”.(Bento XVI,Audiência Geral do dia 26/09/2012).

Portanto queridos irmãos e irmãs,a nossa missão se fortalece mais quando temos que ser chamados a entrar na alegria do Evangelho,anunciar a Boa Nova de Jesus Cristo,no seu contexto de uma vida totalmente completa a todo instante e a todo caminho,porque na vida renovando em cristo,”Sou eu,mas não vivo é Cristo que vive em mim” (cf.Gl 2,20).Com essas palavras do Apostolo São Paulo,podemos dizer que a alegria de viver em Cristo Jesus é estar presente em nossas vidas,sendo assim “Movido pela fé,conduzido pelo Espírito do Senhor que enche o orbe da terra,o Povo de Deus esforça-se por discernir nos acontecimentos,nas exigências e nas aspirações de nossos tempos,em que participa com outros homens,quais sejam os sinais verdadeiros da presença ou dos desígnios de Deus”.(Concílio Ecumênico Vaticano II,Constituição Pastoral Gaudium et Spes,n.11).Assim irmãos,podemos destacar que a Alegria do Evangelho seja um exemplo de vida para nós no dia de hoje,renovando sempre o nosso compromisso como discípulos missionários de nosso Senhor Jesus Cristo.O Documento de Aparecida,esclarece para nós essa citação: “Uma autêntica proposta de encontro com Jesus Cristo deve estabelecer-se sobre o sólido fundamento da Trindade-Amor.A experiência de um Deus uno e trino,que é unidade e comunhão inseparável,permite-nos superar o egoísmo para nos encontrarmos plenamente no serviço ao outro.A experiência batismal é o ponto de início de toda a espiritualidade cristã que se funda na Trindade”.(DAp 240).

Que Deus nosso Senhor,nos ilumine nessa caminhada,como consagrados e consagradas de Deus,somos chamados a dar um passo pela frente,anunciando a Boa Nova do Evangelho,e também experimentar a vivência da Alegria do Evangelho,esse é o nosso objetivo de levar o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo trilhando nos caminhos da evangelização rumo a uma renovação em nossas Igrejas.Deus os abençoe a cada um que está presente no nosso meio.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo,Para sempre seja louvado!

Joseph Charles D´Almada Batista

Fraternidade Pequena Via

Comunidade de Aliança Campos dos Goytacazes,RJ

Festa da Apresentação do Senhor

02 de Fevereiro de 2014.