Sou fruto das Novas Comunidades

 

“Eu sou a videira verdadeira,e meu Pai é o agricultor.Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; e o podará todo o que der fruto,para que produza mais fruto. Vós estais puros pela palavra que vos tenho anunciado.Permanecei em mim e eu permanecerei em vós.O ramo não pode dar fruto por si mesmo,se não permanecer na videira.Assim também vós;não podeis tampouco dar fruto,se não permanecerdes em mim.Eu sou a videira; vós, os ramos.Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto;porque sem mim nada podeis fazer.”(Jo 15,1-5).

o tema dessa formação “Sou Fruto das Novas Comunidades”, fortalece em cada um de nós um apelo fundamental para que possamos então trabalhar o nosso ser para produzir os frutos de nossas vidas,transformando-as em cada passo de nossas vidas colocando em prática todo o nosso serviço a Igreja,contudo todos nós sabemos que é necessário dar frutos a todo instante produzindo de nós mesmos o verdadeiro fruto da videira verdadeira assim como Jesus mencionou na passagem bíblica de São João,relatando sobre o episódio da Videira e dos ramos.O Concílio Vaticano II nos faz uma formação experimentando o que nós devemos fazer nesse texto conciliar de que “Amadurecendo a consciência da própria personalidade,e impulsionados pelo ardor da vida e pela atividade exuberante,assumem responsabilidades próprias e desejam participar na vida social e cultural.” (cf. Decreto Apostolicam Actuositatem 13).

Afinal de contas,os leigos também poderão contribuir mais a sua vida produzindo mais frutos colocando em prática a consciência de que cada momento de sua vida na comunidade,é preciso fortalecer em dar seu testemunho de amor mas também precisamente é colocar toda a condição de discípulo missionário,assumir a sua responsabilidade contando com as condições de levar em conta de que o carisma na comunidade está cada vez mais aumentando o dom de sua vida e experiência única de viver a espiritualidade cristã na vida comunitária.A Congregação para os Institutos de Vida Consagrada em seu documento Vida Fraterna em Comunidade,afirma alguns pontos que a comunidade deverá fazer e se cumprir de acordo com o que pede a Igreja:

“O processo de amadurecimento acontece na própria identificação com o chamado de Deus.Uma identidade incerta pode impelir,especialmente nos momentos de dificuldades,para uma auto-realização mal-entendida,com necessidade extrema de resultados positivos e da aprovação da parte dos outros,com exagerado medo do fracasso e depressão pelos insucessos.A identidade da pessoa consagrada depende do amadurecimento espiritual:é obra do Espírito,que impele a conformar-se a Jesus Cristo,conforme aquela particular modalidade que é dada pelo carisma originário,mediação do Evangelho aos membros de um determinado instituto.” (VFC 36).

É importante saber que as Novas Comunidades podem também contribuir com os seus membros a compreenderem melhor um caminho mais simples para que a possibilidade de produzir frutos em nossas vidas,é preciso fortalecer em nossas vidas,a experiência de um trabalho a serviço da evangelização,como dizia o salmista:“A terra deu o seu fruto,abençoou-nos o Senhor nosso Deus.” (Sl 66,7).As Novas Comunidades são chamadas também para produzir seus frutos com todos os seus membros,mas também é preciso fortalecer que a comunidade valoriza sempre com o trabalho de se produzir frutos dentro da Igreja,ou seja, é preciso valorizar o quanto que essa é uma forma de trazer em conta,os nossos deveres mas não é apenas uma obrigação, e sim é um favor que devemos cumprir por toda a geração,nós sabemos que a comunidade é feita para servir ao amor de Deus,essa é a condição de todos nós que devemos seguir esse trajeto de amor e esperança, é o que nos incentiva o Documento de Aparecida:

“Seu testemunho se mantém vigente e seus ensinamentos inspiram o ser e ação das comunidades cristãs do Continente.Entre eles,Pedro o apóstolo,a quem Jesus confiou a missão de confirmar a fé de seus irmãos (cf. Lc 22,31-32),os ajuda a estreitar o vínculo de comunhão com o Papa,seu sucessor,e a buscar em Jesus as palavras de vida eterna.” (DAp. 273).

“Nossos povos nutrem carinho especial e especial devoção por José,esposo de Maria,homem justo e fiel e generoso que sabe perder-se para achar no mistério do Filho.São José, o silencioso mestre,fascina atrai e ensina,não com palavras mas com o resplandescente testemunho de suas virtudes e de sua firme simplicidade.” (Idem. 274).

Devemos porém assumir o nosso compromisso como discípulos missionários de Jesus,viver a nova forma de vida comunitária sabemos que nós todos devemos levar em prática o caminho de santidade a todo instante mas é preciso saber que a comunidade necessita de uma forma de contribuir com a formação de seus membros,privilegiando para eles uma fé madura e viva,pois todos nós vivemos uma nova forma de trabalhar com o favorecimento de um serviço a uma comunidade cristã que procede em todo o mundo o serviço da evangelização.“Vós lançareis os vossos ramos e trareis o vosso fruto para o meu povo de Israel,porque sua volta está próxima.”(Ez 36,8).É nesse sentido,que os nossos olhos poderão abrir-se para um novo olhar um novo caminho a seguir nesse momento temos que continuar produzindo frutos e colhê-los para que a história da salvação continue sendo para todos nós o verdadeiro ensinamento de uma fé amadurecida em nossa vida,experimentando esse dom que temos nos dias de hoje,para isso é o que nos diz o nosso Senhor:

“Farei abundar os frutos das árvores e a colheita dos campos, afim de que não tenhais mais de sofrer entre as nações a vergonha da forme.Então lembrando-vos de vosso perverso proceder e de vossas ignóbeis  ações,vos desgostareis de vós mesmos,por causa das vossas iniquidades e de vossas abominações.”(Ez 36,30-31).

Portanto,a Palavra de Deus,busca orientações para que possamos então colher os frutos de nossas vidas,e é preciso também fortalecer na vida da comunidade esse exemplo de darmos conta de colher os nossos frutos de nossas vidas experimentando-as de acordo com que somos chamados por Deus a sermos os ramos,com essa virtude todos nós trabalhamos para darmos um novo passo definitivo de uma resposta que vamos dar a uma nova vida,caminhando nos passos de Deus para que a necessidade de colhermos os bons frutos é preciso também fortalecer o que é preciso colocar em condições um exemplo de vida comunitária.

” Radicados e vivificados pela videira,os ramos são chamados a dar fruto: “Eu sou a videira e vós os ramos.Quem permanece em mim e eu nele dá muito fruto” (Jo 15,5).Dar fruto é uma exigência essencial da vida cristã e eclesial.Quem não dá fruto não permanece na comunhão: “Toda vide que em mim não dá fruto ( o meu Pai corta-a” (Jo 15,2).”(ChL 32).

A explicação da Exortação Apostólica Christifideles Laici de João Paulo II,afirma com toda a clareza a respeito da videira e dos ramos a serem chamados a dar fruto,assim como foi feita a narrativa do texto bíblico do Evangelista São João no capítulo 15,onde Jesus diz que ele é a videira e o Pai é o agricultor (cf. Jo 15,1-5),nesse texto Jesus afirma que aquele que permanece nele vai cada vez mais produzir os seus frutos de acordo com a promessa de Deus feita por Jesus aos seus discípulos,portanto é necessário produzir os frutos e colhê-las com muito cuidado para que o fruto possa crescer cuidadosamente dando mais frutos para crescer fortalecido.É assim que vemos o quanto que é importante para nós darmos um sentido de uma vida concreta na Igreja,produzir os frutos a cada instante de nossas vidas,é preciso evangelizar,dar mais frutos em nossas vidas tendo em conta que a missão da Igreja é produzir os frutos para que toda a comunidade esteja sendo uma comunidade discípula e missionária.

Que Deus nos coloque em prática e nos ensine toda essa nova forma de produzir frutos para que possamos então levar em conta o caminho de levarmos todo nosso trabalho a serviço da evangelização claro que todos nós precisamos nos amadurecer na fé cristã e renovando sempre o nosso compromisso da Igreja,é assim que precisamos trazer na nossa vida os frutos de estarmos nas Novas Comunidades.Deus abençoe a todos.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!

Joseph Charles D´Almada Batista

Comunidade Fraternidade Pequena Via

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Deixai-vos amar por Ele e sereis testemunhas de que o mundo precisa

“Mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força;e sereis minhas testemunhas em Jerusalém,em toda a Judeia e Samaria e até os confins do mundo.”  (At 1,8).

Quando eu vi essa frase gostaria de colocar em prática a minha experiência como membro de uma comunidade nova aqui na Diocese de Campos dos Goytacazes,RJ.No dia 06 de março de 2010,logo após ter feito o curso Nova Vida promovido pela Escola de Evangelização Santo André,no final do mês de fevereiro do mesmo ano,senti o chamado muito forte em minha vida para entrar em uma comunidade,antes eu iniciei o meu ministério na Pastoral da Acolhida na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus,em Campos,RJ,em seguida pude então em 2010 ingressar na Comunidade Católica Fraternidade Pequena Via. No momento mais profundo que esse chamado a vida comunitária,estava lendo o livro “Novas Comunidades: Primavera da Igreja “,escrita pela Fraternidade das Novas Comunidades do Brasil.

Na apresentação do livro feita então pelo Arcebispo de Palmas (TO),esse livro foi escrito em 2008,Dom Alberto Taveira Corrêa,na época em 2008,ele disse esse seguinte texto:  “Amem profundamente a Igreja, insiram-se com fidelidade na vida das Igrejas locais e sejam,como base de todo o resto,capazes do amor recíproco,que faz os homens e as mulheres de nosso tempo nos reconhecer como verdadeiros discípulos de Cristo.Como não temos,por nós mesmos,tal força,que nos seja concedido o Espírito Santo,que é por si comunhão e unidade.” (Texto extraído do livro Novas Comunidades: Primavera da Igreja ).

No caminho mais profundo em que as Novas Comunidades tem o dom de experimentar no coração o quanto que todos nós sabemos em viver essa experiência de estar em uma comunidade,é a partir daí que se começa um novo caminho de uma evangelização,aprendendo e compreender melhor no coração de Deus é uma nova realidade que vivo dentro da Igreja.Tive a experiência de estar participando dos retiros de carnaval de comunidades novas ligadas a Renovação Carismática Católica(RCC),dentre elas a Comunidade Católica Missão Malaquias (Diocese de Campos dos Goytacazes,RJ),desde 2006,e nesse momento estou nesse caminho de fé e de experiência  de experimentar o carisma do Espírito Santo que vem dentro de nossa alma.

As Novas Comunidades, também tem demonstrado o seu caminho de evangelização como comunidades carismáticas dentro da Igreja,é certo que as Novas Comunidades não se definem como território,mas é preciso fortalecer que a comunidade é um chamado vivenciado no coração de todos os caminhos em que todos nós estamos trazendo em nossas vidas.«Irmãos,seja permitido diversos com franqueza do patriarca Davi dizemos que morreu e foi sepultado,e o seu sepulcro está entre nós até o dia de hoje.Mas ele era profeta e sabia que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes seria colocado no seu trono.Que toda a casa de Israel saiba,portanto,com a maior certeza de que Deus o constituiu Senhor e Cristo» (At 2,29-30;36).

Entretanto,as Novas Comunidades constituíram-se em que “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma.” (cf.At 4,32),Durante esse momento de formação nós contribuímos com o nosso trabalho de levar em condições esse é o caminho de fé e de esperança em uma vida comunitária.Essa é a experiência de vida consagrada quando estamos vivendo essa experiência de uma nova realidade na Igreja para que possamos então transmitir o anúncio do Evangelho de Cristo,ou seja,dar testemunho de uma história marcante na vida da comunidade essa é uma forma dedicada no coração de uma inspiração de um conceito de uma resposta que vem do alto,em breve abordarei sobre o tema: “A resposta do Alto: Novas Comunidades Carismáticas”,quero colocar em prática aqui o que devemos entender sobre a nossa consciência e vivenciar totalmente a comunhão e a unidade na Igreja,a missão na vida comunitária é trazer com que as Novas Comunidades tragam para si,o significado do seu carisma,mas é preciso também fortalecer no coração esse processo de uma vida completamente em uma vida espiritual em sua vivência na comunidade.

“Com a formação de comunidades autênticas e vivas,o mundo verá nova face da Igreja.Uma nova vida de comunhão pode ser carregada de um novo dinamismo,no qual a Igreja se torna fermento e alma,ao espalhar a fraternidade e a vida trini´taria em todos os campos da vida da humanidade.” (Dom Alberto Taveira Corrêa,apresentação do Livro ‘Novas Comunidades: Primavera da Igreja).

O trabalho das Novas Comunidades,é trazer em vão todo esse carisma de um dom verdadeiro carisma em que todos nós experimentamos esse novo ardor de viver essa missão na vida comunitária.Vamos então pedir ao Senhor,que nos traga esse testemunho de uma fé e renovada forma de que as NC seja de fato,resposta providencial do Espírito Santo,essa é a resposta que devemos buscar a cada dia mais para transmitir a fé cristã,assumindo o compromisso de uma vida nova na Igreja,essa é a realidade que devemos fundamentar a esses exemplos de uma vida nova.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!

Joseph Charles D´Almada Batista

Comunidade Fraternidade Pequena Via

Mensagem para o Dia Nacional dos Leigos

Para todos os cristãos leigos e leigas,

 e suas Organizações e Agregações,

 na Arquidiocese de São Paulo

  MENSAGEM PARA O DIA NACIONAL DOS LEIGOS

 Estimados irmãos leigos:

 Desejo dirigir-lhes esta MENSAGEM na ocasião do Dia Nacional dos Leigos, celebrado no próximo domingo, dia 25 de novembro.

 Nesse Domingo, último do Ano Litúrgico, 25.11.2012, celebramos a Solenidade de Cristo Rei e somos confrontados com o significado maior da nossa vida e da existência deste mundo: nossa meta final é o encontro com Jesus Cristo glorificado, nosso Salvador, Senhor da Igreja e Senhor de nossas vidas; dele esperamos receber o convite tão esperado para entrar na alegria da vida eterna e ter parte da felicidade sem fim do Reino de Deus, finalmente manifestado em sua plenitude. Seremos admitidos ao banquete celeste, se nesta vida tivermos sido bons e fiéis servidores do Reino de Deus, sobretudo pela acolhida e o serviço aos irmãos mais necessitados.

 Ao mesmo tempo, a solenidade de Cristo Rei nos recorda que, enquanto discípulos de Cristo e já “cidadãos” do Reino de Deus neste mundo, somos enviados como testemunhas e mensageiros da Boa Nova do Reino para nossos irmãos, em todos os ambientes sociais e circunstâncias históricas em que vivemos e atuamos. Conhecendo bem a preciosidade do Reino de Deus e atraídos por ele, como quem encontrou um grande tesouro, todos os batizados são convidados a dar o melhor de si para ajudar outras pessoas a descobrirem a “pérola preciosa” do Reino de Deus e a se fazerem seus discípulos.

 Assim, desejo encorajar todos vocês, caros leigos e leigas da Arquidiocese de São Paulo, a viverem intensamente o Ano da Fé, que a Igreja toda está vivendo e celebrando; nossa fé cristã católica é valiosa como um tesouro e precisa ser melhor conhecida, para ser mais amada e transmitida ao próximo, com verdadeira paixão, sobretudo para quem a desconhece ainda. Nesse sentido, peçamos todos que Deus nos conceda a graça de uma fé firme e esclarecida, como lhes escrevi na minha 2ª. Carta Pastoral – Senhor, aumentai a nossa fé! Escrevi essa Carta Pastoral, dedicando-a especialmente a todos vocês. Procuremos conhecer mais e melhor nossa fé, ao longo deste ano, lendo e estudando o Catecismo da Igreja Católica, ou o Compêndio do Catecismo, como pede o Papa Bento XVI. Participemos das muitas iniciativas sugeridas na Carta Pastoral para viver com proveito o Ano da Fé.

 Todos os batizados são participantes da vida e da missão da Igreja, cada um conforme o dom que recebeu de Deus. Aos pais e avós, peço uma dedicação especial na transmissão da fé aos filhos e netos e na sua iniciação à vida cristã e eclesial. Aos membros de agregações laicais, dedicadas especialmente à evangelização, encorajo a serem generosas testemunhas da fé para os irmãos. Se isso for feito, as novas gerações continuarão receber a “herança da fé”, como nós recebemos, e continuarão a crer, como nós cremos; mas se isso deixar de ser feito, a nossa fé corre o risco de não ser mais acolhida, professada e praticada pelas próximas gerações. Ajudar algum irmão ou filho a se aproximar de Deus e a ter uma experiência forte e bela da fé é o maior bem que lhe podemos fazer!

 Mas quero encorajar também a todos os leigos e leigas, como discípulos do Reino de Deus e de Jesus Cristo, a se envolverem na vida da sociedade e nas responsabilidades sociais. O vasto campo da missão dos leigos é, sobretudo, o das relações familiares, sociais, econômicas, políticas, educativas e culturais. É nelas que devemos, sobretudo, fazer aparecer a beleza do Reino de Deus e contribuir, com os demais agentes sociais, para edificar este mundo no bem. Sei que não é uma missão fácil, mas contamos com a graça de Deus, que nunca nos abandona.

 E, como se propõe a Igreja de Cristo, que está na Arquidiocese de São Paulo, no seu novo Plano de Pastoral, sejamos “testemunhas de Deus na cidade de São Paulo”. Em toda parte onde as pessoas nos virem, saibam que somos discípulos de Jesus Cristo e, por causa de nossa fé nele, estamos profundamente comprometidos com o bem comum, a justiça social, a dignidade humana e o respeito por toda pessoa. Isso é tanto mais importante, quando vemos nossa cidade ferida de medo por causa da violência que se manifesta por toda parte. Somos discípulos daquele que é o Príncipe da Paz e proclamou felizes e bem aventurados os promotores da paz.

 Caríssimos filhos e filhas desta querida Arquidiocese de São Paulo, sejamos todos “bons e fiéis servidores” do Reino de Deus neste mundo, para sermos merecedores do belo convite do Grande Rei, quando nos apresentarmos diante dele, no final de nossa vida: “muito bem, servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor!” (cf Mt 25,21).

 Deus os guarde na sua paz! Pela intercessão de São Paulo Apóstolo, Patrono de nossa Arquidiocese, e de Nossa Senhora da Assunção, invoco sobre todos a bênção de Deus!

  Card. D. Odilo P. Scherer

Arcebispo de São Paulo

Missão e vida comunitária

Nosso Senhor suscita, na Igreja, muitas realidades: dons, carismas, serviços, ministérios, mas não podemos prender o Espírito Santo, pretendendo que Ele fique segundo o nosso controle. Muitas pessoas fazem descobertas bonitas em suas vidas, q que pode lhes dar a impressão de que, ali, está a única solução para a Igreja. No entanto, perto delas, alguém descobre outra realidade. E, então, percebem: “Como Deus é criativo!”.

Temos de ter uma bússola que aponte para o Norte, que é Deus, mas precisamos dar passos neste caminho. Precisamos estar abertos para este grande jardim que é a Igreja.

Quem é de uma nova comunidade sabe que, para ela existir, realmente, dentro da Igreja, é preciso que ela seja portadora de um carisma. É preciso que haja a autenticidade do dom de Deus. Uma comunidade não pode nascer de pretensões humanas, pois, assim, não subsistirá.

Se alguém pretende ser inspirado por Deus, quando, na verdade, gosta apenas de se olhar no espelho, não terá futuro. Um carisma só é autêntico quando contribui para a edificação da Igreja. O carisma é para servir, não para vaidade ou orgulho próprio.

A razão de ser da Igreja é evangelizar, comunicar a Boa Nova, para isso Nosso Senhor suscita tantos dons. Um carisma está numa pessoa, num grupo para a Igreja. Olhem para ela, para a evangelização, para o mundo que tem sede do Senhor e aí vocês terão lugar.

A partir deste primeiro ponto de reflexão, trago algo para lhes oferecer. A Igreja no Brasil, no ano passado, na Assembleia dos Bispos da CNBB, mostrou cinco gritos, cinco urgências, cinco realidades:

– Igreja em estado permanente de missão;
– Igreja é casa de iniciação cristã;
– Animação bíblica (a Bíblia como animação da vida pastoral);
– Igreja, comunidade de comunidades;
– Igreja a serviço da vida. São coisas muito ligadas, pois se referem à Igreja e a Jesus Cristo, diretrizes da ação evangelizadora da Igreja.

Nós temos de chegar em quem está longe da Igreja, marginalizado dela ou nas pessoas que assim se sentem. Os confins da Terra estão nas pessoas que abandonaram a Igreja, que precisam ser tocadas pela vida desta.

Missão e vida comunitária

Um carisma é dado para que você o coloque a serviço da Igreja. Quem se apaixona por Jesus Cristo tem de transbordá-Lo no anúncio de Sua verdade.

Não existe discípulo autêntico que não seja missionário. Se me tornei discípulo, faz parte do meu ser discípulo ser também missionário. A Igreja, portanto, é sempre missionária, pois existe para anunciar a mensagem de Jesus Cristo. Ela nunca deixou de ser missionária.

Se partilhamos a experiência cristã, é porque alguém nos apresentou a beleza da fé. Somos frutos de uma missão, do colo de nosso pai e de nossa mãe, da catequista, do sacerdote. Alguém foi missionário para você. Dê graças a Deus por isso! E essa chama está, agora, em suas mãos para que você a passe aos outros.

A missão é urgente, é gritante. A situação do mundo de hoje não nos permite perder tempo. A missão é importante por causa da amplidão deste mundo. Há pessoas que evangelizam pelos meios de comunicação, pela internet. É preciso pregar, levar a Palavra de todas as formas, por todos os meios.

“A missão é urgente, é gritante. A situação do mundo de hoje não nos permite perder tempo”, alertou Dom Alberto.
Foto: Mariana Lazarin/cancaonova.com

Às vezes, penso que as pessoas terão de chegar a uma espécie de Sodoma e Gomorra para se assustar e começar a mudar. Percebemos isso pela redução do número de católicos, mas podemos ver isso também pelos enormes números de falta de respeito pela vida, de indiferença, exclusão, cultura de morte.

Nós não podemos fugir das nossas responsabilidades de anunciar a Palavra do Senhor oportuna e inoportunamente. O papel de cada pessoa, seu testemunho pessoal não podem ser atribuídos a outro. Cabe a nós essa tarefa.

Eu lhes pergunto: “As novas comunidades estão abertas aos novos desafios? Será que, em algumas situações, vocês não se apegaram a um tipo de serviço e não se abriram às novidades? Vocês têm coragem de escolher os campos mais difíceis? Têm coragem de evangelizar onde ninguém vai? Vocês têm coragem de sair sem dinheiro no bolso? As comunidade que mais cresceram foram as que começaram sem nada”.

Se as novas comunidades se colocarem à disposição da Igreja, após este Congresso, pedindo ao seu bispo um novo desafio, esse encontro já terá valido a pena. Se vocês querem emprego, não procurem o serviço da Igreja. Se quiserem missão, desafio, coloquem-se à disposição dela.

A novidade não está em inventar coisas, mas fazer de um jeito melhor aquilo que você pode fazer. O novo não está nos métodos; antes dele, é preciso haver o ardor. É preciso haver disposição, vigor missonário, zelo pela casa do Senhor.

Igreja, comunidade de comunidades

O discípulo missionário faz parte do povo de Deus e vive sua vida em comunidade. Ter uma experiência comunitária não é uma opção que faço para dizer que sou “bonzinho”. Se você descobriu o que é ser cristão, descobriu sua comunidade.

As comunidades novas são pessoas que receberam uma missão especial de Deus para ser sinal d’Ele no mundo. Assumiram um compromisso com o Senhor de ser sinal de uma vida comunitária, para que o mundo veja e diga: “Como eles se amam!”. A comunidade acolhe, forma, transforma, envia em missão, restaura, celebra, adverte, sustenta.

É curioso que nosso tempo tem uma tendência ao individualismo e, ao mesmo tempo, busca pela comunidade. Há outras formas de comunidades que vão além dos territórios, como as ambientais, afetivas, virtuais.

A Igreja precisa estar atenta à necessidade de comunhão, de relacionamentos dos cristãos. As paróquias tem um papel grande nessa evangelização.

Cada forma de vida comunitária, cada uma vivendo seu crisma, assumindo a missão evangelizadora de acordo coma realidade, articulando-se para atender a comunidade de acordo com a sua necessidade. As Diretrizes assim descrevem as características da comunidade: “Comunidade implica necessariamente convívio, vínculos profundos, afetividade, interesses comuns, estabilidade e solidariedade nos sonhos, nas alegrias e nas dores”.

Comunidades são escolas de diálogo interno e externo. As comunidades são pontos de partida, ela acolhe, purifica, gera comunhão e envia em missão.

Dom Alberto Taveira Corrêa 

Arcebispo de Belém (PA) e Diretor Espiritual da RCC no Brasil.

 

Não façamos da casa de Deus um comércio

A liturgia de hoje, celebra a festa da Dedicação da basílica do Latrão. Dedicação é a expansão de um espaço para a pregação da Palavra de Deus. Esta basílica era palácio do imperador, ela é principal igreja de Roma e é a chamada a Mãe de todas as Igrejas. O evangelho mostra o zelo de Jesus pelo templo. O átrio do templo havia se transformado num curral, onde eram vendidos os animais era o local onde os judeus trocavam moedas de muita injustiça.

Jesus expulsou os vendedores e nós não podemos fazer da casa de Deus uma casa de comércio.

A comunidade cristã reunida é local que Deus se faz presente. Não é só o local de concreto que pode ser profanado, mas no dia de hoje muito mais é o templo corpo do ser humano. Vale a admoestação do apóstolo São Paulo: “quem destrói o templo de Deus, destrói o seu próprio corpo.”

Os judeus presentes pensavam que Jesus se referia ao templo de pedra, mas o evangelista destaca que este templo é a Sua própria carne e por extensão do corpo de Jesus podemos dizer que o corpo de todo o ser humano é templo de Deus.

Nós podemos demonstrar com o nosso corpo a adoração e louvor ao Senhor. O corpo humano muitas vezes, é profanado e manipulado como objeto de prazer e divertimento. Nós somos templos de Deus. Quem destrói o templo de Deus, destrói a si mesmo. Que estas palavras de São João nos leve a conversão.

Hoje, se inicia o Congresso das Novas Comunidades, que durante este congresso possamos contemplar a beleza que são os carismas. Estes carismas são dons do Espírito Santo que é dado aos seus escolhidos, portanto os carismáticos são depositários dos dons divinos. Devemos perceber a importância dos carismas para a Igreja: somos comunicadores de Cristo para o mundo. Existem dentro da Igreja os carismas individuais e comunitários.

Hoje, o Espírito Santo está derramando sobre a igreja uma abundância de carisma. Objetivo da nova evangelização é transmitir a fé aos cristãos. Não podemos vivemos como se Deus não existisse. Que este congresso seja motivo de louvor ao Espírito Santo, que neste congresso, possamos repetir: vem, Espírito Santo!

Dom Benedito Beni 

Bispo da diocese de Lorena (SP)

Bispo comenta papel das novas comunidades na Nova Evangelização

Fonte: Portal Canção Nova

Começa nesta sexta-feira, 9, o Congresso Nacional das Novas Comunidades, reconhecidas pela Santa Sé como uma nova forma dos leigos se empenharem na evangelização. O evento é organizado pela Fraternidade das Novas Comunidades do Brasil e traz como tema “A graça dos Carismas”.

O tema é discutido ao mesmo tempo em que a Igreja vive o Ano da Fé, celebra os 50 anos do Concílio Vaticano II e 20 anos de promulgação do Catecismo da Igreja Católica. Para o presidente do Conselho das Novas Comunidades da arquidiocese do Rio de Janeiro, Dom Roberto Lopes, tais ocasiões tornam o tema oportuno.

“O tema realmente vem em um bom momento em que refletir sobre a graça dos carismas é verificar que nós temos que estar sempre vivendo a fidelidade do carisma do fundador, o carisma fundacional de cada um, daqueles que o receberam através do Espírito Santo”.

O bispo também explicou que o Congresso sempre busca ser um momento de revitalização, de voltar às fontes. “Com certeza, aqueles que participam retornam para casa com mais alegria, com mais entusiasmo para dar continuidade à evangelização”.

E no evento deste ano não será diferente. Dom Roberto explicou que o Papa, os cardeais, os bispos e as Igrejas particulares podem contar com a contribuição das novas comunidades e dos movimentos eclesiais. “Por isso que refletir sobre a graça dos carismas é verificar a beleza onde cada um, cada uma das comunidades tem essa riqueza de contribuir para a nova evangelização”.

Novas comunidades, Igreja, Nova Evangelização

Sínodo dos Bispos, realizado em Roma no último mês, já abordou em diversas intervenções a questão das novas comunidades, inclusive o seu papel na nova evangelização. Para Dom Roberto, as novas comunidades estão encontrando o seu espaço na Igreja aos poucos. Ele também acredita que o Congresso vai abordar muito as discussões do Sínodo.

“Esses carismas vêm justamente ao encontro nesse momento histórico que nós estamos vivendo em todos os continentes. Então é uma resposta, na realidade vem somar e, ao mesmo tempo, colaborar com o reino de Deus.

Para o bispo, as novas comunidades vão ser grandes protagonistas dentro dessa nova evangelização. Ele acredita, inclusive, que o resultado final do Sínodo, ou seja, o documento final que será redigido pelo próprio Papa Bento XVI em breve, vai apresentar essa expectativa, não só da Igreja de Roma, mas também das Igrejas particulares, desse envolvimento e entusiasmo.

“Cada um desses carismas vem como profetismo de querer animar e ir ao encontro daqueles irmãos que se sentem frios diante da presença de Cristo, a sua vivência na fé. As novas comunidades têm justamente essa alegria, esse entusiasmo. (…) Com certeza o documento que o Papa irá nos enviar será dentro desta linha desse grande entusiasmo e dessa nova alegria de ser profeta no mundo”.

Carismas

As novas comunidades possuem semelhanças entre si, como a vontade de servir Jesus Cristo. Ao mesmo tempo, vivem uma diversidade de carismas, ou seja, cada comunidade evangeliza de uma forma, sempre determinada por inspiração do Espírito Santo.

Para Dom Roberto, essa diferença de carismas é algo enriquecedor para a Igreja.  “A beleza da diversidade dos carismas é que se completam segundo as necessidades de cada Igreja particular, a maneira como isso vai se expressar, seja no meio da comunicação, como na Canção Nova, ou a questão também da maneira como a Shalom faz, dentro dos seus serviços diversificados, dentro da comunidade”.

Dom Roberto lembrou que essa diversidade de carismas facilita inclusive a inserção dos leigos na evangelização. “O próprio Vaticano II, que estamos completando 50 anos, (…) vai mostrando que é justamente esse ‘ser leigo’, ser batizado, que quer ratificar o seu batismo dentro de uma vocação específica que esses carismas oferecem”.

O bispo destacou ainda que esse leque de carismas dá tranquilidade, de forma que cada um pode se encontrar confortavelmente dentro daquilo que é compatível com o seu perfil de vida, sem ficar “engessado”. Ele informou que o Brasil, inclusive é um dos países onde mais ter surgido as novas comunidades.

“Existe esse espaço maravilhoso dentro da Igreja e que vai encantando. É por isso que tantas comunidades novas, com muitas vocações, fazem questionar de novo aqueles que, por ventura, não ingressaram em uma comunidade tradicional histórica, mas são capazes de dar um passo dentro dessa maneira nova de ser consagrado, mas permanecendo leigo. Isso que é bonito”.

Novas Comunidades explicada na Exortação Apostólica Verbum Domini

“O Sínodo reconhece,com gratidão,que os movimentos eclesiais e as novas comunidades constituem,na Igreja,uma grande força para a evangelização neste tempo,impelindo a desenvolver novas formas de anúncio do Evangelho.”(VD  94).

Fico surpreso quando eu estava no site dedicado aos Movimentos Eclesiais e as Novas Comunidades, quando a Exortação Apostólica Verbum Domini do Papa Bento XVI,pude entender que a Palavra de Deus dedica seus ensinamentos a uma vida comunitária quando estamos fortalecidos de que ao entendermos que o Sínodo dos Bispos reconhece as Novas Comunidades e os Movimentos Eclesiais como  nos incentiva no caminho mais próximo do amor que estamos vivendo anunciando a Boa Nova do Evangelho de Cristo,essa experiência em que todos nós vivemos.“A mão do Senhor estava com eles e grande foi o número dos que receberam a fé e se converteram ao Senhor.” (At 11,21).O nosso convívio dentro da comunidade,como todos nós vivemos uma experiência de ouvir a Palavra de Deus,sempre torna-se um grande sentido para uma vida contribuída no coração dos leigos,ou seja,”A comunhão eclesial,já presente e operante na ação do indivíduo,encontra uma expressão específica no operar associado dos fiéis  leigos,isto é,na ação solidária que eles desenvolvem ao participar responsavelmente da vida e da missão da Igreja.”(cf.Christifideles Laici 29).

As Novas Comunidades também tem o seu apelo para compreender melhor sobre o verdadeiro caminho de fé e de esperança,experimentando o amor e o conceito de uma vida comunitária e aproximarmos profundamente de um tempo novo,de uma nova forma de evangelizar os leigos e leigas,o nosso objetivo é trazer no coração das pessoas,experimentando o favorecimento de uma vida renovada a nossa vida consagrada.“Santifica-os pela verdade.A tua palavra é a verdade.Como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.” (Jo 17,17-18).Com as palavras de Jesus na sua oração sacerdotal,ele pede “que todos sejam um para que o mundo creia”.(cf.v.21),no envio missionário dos seus discípulos anunciarem a Palavra de Deus pelo mundo inteiro entretanto,o Evangelho (cf.Mc 16,15).As novas comunidades têm demonstrado o verdadeiro caminho de uma fé renovada em nossos corações,semeando dons e colhendo bons frutos.João Paulo II dizia na sua Exortação Vita Consecrata: “A sua virtude deve ser ponderada pela autoridade da Igreja, a quem compete proceder aos devidos exames,quer pra comprovar a autenticidade da sua finalidade inspiradora,quer para evitar a excessiva multiplicação de instituições análoga entre si,com o conseqüente risco de uma nociva fragmentação em grupos demasiadamente pequenos.”( VC 12).

As Novas Comunidades e Movimentos se destacam pelo forte impulso missionário , fato destacado pelos senhores bispos, conforme a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Verbum Domini , do Santo Padre Bento XVI: “O Sínodo reconhece, com gratidão, que os movimentos eclesiais e as novas comunidades constituem, na Igreja, uma grande força para a evangelização neste tempo, impelindo a desenvolver novas formas de anúncio do Evangelho” (n. 94).Também na Arquidiocese de São Paulo tais realidades eclesiais contribuem de modo significativo para a ação evangelizadora , o que pode ser constatado através do amplo painel oferecido no presente site, demonstração da multiforme ação do Espírito Santo, que não cessa de derramar seus dons e carismas na Igreja.
É preciso notar que as Comunidades constantes encontram-se em diferentes estágios de desenvolvimento. Algumas delas são relativamente recentes e por tal razão ainda não chegaram a um desenvolvimento e maturação que permitam seu reconhecimento oficial da parte da Igreja, isto é, não foram ainda aprovadas canonicamente pelo Arcebispo local para assim se tornarem de direito diocesano. Outras já têm esta aprovação e outras mais desenvolvidas e maduras já receberam mesmo a aprovação internacional de Roma, tornando-se assim de direito pontifício. Mas todas elas são objeto da estima da Igreja e estimuladas a desenvolver-se e amadurecer mais e mais, vivendo desde já o seu carisma e pondo-se a serviço da missão e da evangelização, sob a orientação dos pastores locais (bispo e párocos).

Deus abençoe a todos!

Joseph Charles D´Almada Batista

Comunidade Fraternidade Pequena Via