Novas Comunidades: O que são?

Amados irmãos e irmãs, que alegria falar desse tema visto como a Primavera da Igreja, segundo nosso amado Beato Papa João Paulo II. Muito, mas muito mesmo, poderia ser escrito aqui sobre as Novas Comunidades (NC) diante de uma riqueza de documentos da Igreja, reportagens, testemunhos, formações e informações acerca das mesmas…
“Os movimentos eclesiais e as novas comunidades são uma das novidades mais importantes suscitadas pelo Espírito Santo à Igreja pela atuação do Concílio Vaticano II. Paulo VI e João Paulo II souberam acolher e discernir, encorajar e promover o surgimento das novas realidades de leigos que, em formas variadas e surpreendentes, voltavam a dar vitalidade, fé e esperança a toda a Igreja. De fato, já então davam testemunho da alegria, da racionalidade e da beleza de ser cristãos, mostrando-se gratos por pertencer ao mistério de comunhão que é a Igreja. Assistimos ao despertar de um impulso missionário vigoroso, movido pelo desejo de comunicar a todos a preciosa experiência do encontro com Cristo, sentida e vivida como a única resposta adequada à profunda sede de verdade e de felicidade do coração humano.” 1
O Espírito de Deus que sempre orientou e sustentou toda a história da Igreja, suscita nos tempos de hoje novas formas de consagração e vida evangélica. As NC são, por um desígnio da divina providência, uma resposta para as necessidades da Igreja e do mundo de hoje. De acordo com Dom Alberto Taveira, arcebispo de Belém (PA) e conselheiro espiritual da Fraternidade Católica, a Igreja acolhe, aceita e está de braços abertos às Novas Comunidades, acreditando que elas nasceram do Espírito Santo, que produzem muitos frutos, que são um presente para a Igreja sendo sinal de uma nova época missionária para ela.
 
O carisma, espiritualidade e missão de cada Comunidade são únicos; e já são inúmeros os carismas suscitados no nosso meio. Só no Brasil já são centenas dessas Comunidades; algumas de vida; outras de aliança; e muitas com as duas opções. Algumas NC se dedicam a recuperar jovens drogados e viciados no álcool; outras se dedicam aos mendigos e abandonados; outras à evangelização pelos meios de comunicação; outras ao resgate do ser humano na sua totalidade, etc.
Nas NC, Jesus é amado, servido e adorado verdadeiramente como Senhor e Salvador; a hierarquia da Igreja é amada, a sua necessidade é entendida e trabalha-se em comunhão com ela; resgata-se a vivência do Cristianismo puro, observando toda a riqueza da nossa fé católica (como a recitação do Terço, Rosário); a SantíssimaVirgem Maria é venerada com todas as honras a que tem direito como Mãe de Deus; os jovens são evangelizados com ardor, a n lhes é apresentada como uma fonte de vida, os casais são chamados a viver a fidelidade a Deus e ao cônjuge; osSacramentos são vividos com toda a intensidade e plenitude, sobretudo a Confissão e a Eucaristia; a Adoração ao Santíssimo Sacramento é realizada e desejada; enfim,inúmeros frutos podem ser vistos a partir da vivência dos membros das NC.
Pode-se dizer, que é a partir de grupos carismáticos de oração comprometidos que, de acordo com a vontade de Deus poderão surgir NC. Seria um grave erro pensar que uma comunidade carismática é um estágio superior ao grupo de oração, ao qual todo grupo de oração deve chegar. Pode haver bons grupos carismáticos de oração comprometidos que nunca chegarão a ser uma comunidade carismática simplesmente por não ser esta a vontade de Deus a seu respeito.
Resumindo, praticamente não há hoje uma diocese no Brasil e no mundo que não se beneficie do bom trabalho das NC que estão a serviço da evangelização. Com isso, multiplicam-se as rádios católicas, jornais, revistas, retiros, acampamentos, shows, aprofundamentos, trazendo o povo de Deus de volta para a Igreja. As NC estão ajudando a Igreja a devolver a Deus aqueles que estavam perdidos”.
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A graça dos Carismas

“O carisma autêntico trará sempre uma dose genuína de novidade na vida espiritual da Igreja,com operosidade peculiar e reveladora de fidelidade ao Senhor e de docilidade ao Espírito Santo.Essa autenticidade e essa eclesialidade se verificam à medida que a vivência do carisma se torna força e fecundidade para a ação evangelizadora na Igreja particular em que o movimento eclesial e a nova comunidade se inserem.” (Subsídio Doutrinal 3 da CNBB,nº 60).

Quando falamos a respeito dos Carismas nas Novas Comunidades,é necessário que todos nós tenhamos um dom que vem do Espírito Santo sobre cada um de nós,por exemplo é uma nova forma que a Igreja deseja para que os leigos e leigas,estejam engajados nessa missão importante que somos chamados a vivenciar a graça do carisma na comunidade.No livro “Comunidade,Lugar do perdão e da Festa” de Jean Vanier nos afirma: “Cada nova comunidade é suscitada por Deus,o qual inspira um homem ou uma mulher,ou mesmo um grupo de pessoas,a dar resposta a um grito ou a uma necessidade específica da humanidade,em um momento particular da história.” (cf.”Comunidade,Lugar do perdão e da Festa”,pg.110).

Uma nova forma que a Comunidade nova sempre trata da questão dos carismas que vem do Espírito Santo,São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios nos fala a respeito da diversidades e dons dos carismas vividos nas Comunidades Novas (cf.1Cor 12,4-11),é uma referência que as Comunidades novas sempre aborda a respeito da chamada Teologia dos Carismas,é necessário que as Novas Comunidades,façam com que esse ardor da Igreja,eu sempre  tenho uma grande vontade de compreender melhor as atividades feitas pelas Novas Comunidades,no entanto a graça dos carismas é preparada para que os leigos e leigas se façam presentes no coração de cada pessoa,o seu chamado para uma nova forma de vida consagrada é o que nos incentiva o saudoso Papa João Paulo II na Exortação Apostólica Vita Consecrata que nos fala da originalidade das Novas Comunidades (cf.VC 62). O objetivo das Novas Comunidades, tem uma série de formações sobre a respeito dos carismas,entretanto,a formação da consciência moral dentro das Novas Comunidades.“As comunidades devem ser realmente fraternas,de tal forma que a igual dignidade de todos os fiéis seja evidenciada e seja estimulada a participação ativa de todos.” (Doc.CNBB 62,116).Portanto,as Novas Comunidades deverão ser fraternas,vivendo totalmente a comunhão eclesial viver uma comunhão fraterna dentro da Igreja.Experimentando o dom dos carismas e as diversidades de um exemplo de uma nova forma de contemplar o verdadeiro caminho da evangelização nas Novas Comunidade.Deus seja louvado! Assim seja.

Joseph Charles D´Almada Batista

Comunidade Fraternidade Pequena Via

Veni Creator

Veni Creator

Vinde, Espírito Criador,
visitai as almas dos Vossos;
enchei de graça celestial
os corações que criastes!

Sois o Divino Consolador,
o dom do Deus Altíssimo,
fonte viva, o fogo, a caridade,
a unção dos espirituais.

Com os Vossos sete dons:
sois o dedo da direita de Deus,
Solene promessa do Pai
Inspirando nossas palavras.

Acendei a luz nos sentidos;
insuflai o amor nos corações,
amparai na constante virtude
a nossa carne enfraquecida.

Afastai para longe o inimigo;
Trazei-nos prontamente a paz
Assim guiados por Vós
Evitaremos todo o mal.

Por Vós explicar-se-á o Pai
E conheceremos o Filho;
Dai-nos crer sempre em Vós
Espírito do Pai e do Filho.

Glória ao Pai, Senhor,
Ao Filho que ressuscitou
Assim como ao Consolador.
Por todos os séculos.

Amem.

A importância das Novas Comunidades na Igreja-Parte II

A fim de apresentar e discutir as ações dos movimentos eclesiais na Igreja, a Canção Nova realiza – de 18 a 20 de setembro – o Encontro das Novas Comunidades. Mas, afinal, você sabe qual é a importância dessas obras de evangelização? Confira, neste artigo do professor Felipe Aquino, qual é a função delas no Catolicismo.”O Papa João Paulo II pediu à Igreja uma ‘Nova Evangelização’, com ‘novo ardor, novos métodos e nova expressão’. Certamente, o Sumo Pontífice sentiu no coração essa inspiração de Deus em face dos grandes desafios da Igreja no século XXI: um laicismo agressivo contra a Igreja Católica, a presença das seitas que retiram os filhos de Deus dessa instituição; a aprovação e propaganda de muitas práticas ofensivas a Deus, como o aborto, a eutanásia, a manipulação de embriões humanos, a prática homossexual, entre outros, as quais o nosso querido Papa Bento XVI chama de ‘ditadura do relativismo’, que quer nos fazer crer que a verdade não existe e que cada um faz a sua.Creio que essa Nova Evangelização está acontecendo com as Novas Comunidades. Nota-se aí a ‘nova expressão’ de vida cristã pedida pelo Santo Padre. Aí está um ‘novo ardor’ no fogo do Espírito Santo; e ‘novos métodos’ de evangelizar, sobretudo, pelos meios de comunicação. A Igreja já não está mais andando de carroça no asfalto.O Espírito Santo, que é alma da Igreja, sempre a socorre especialmente nos momentos mais difíceis de sua história. Nos tempos modernos, Ele suscitou – a partir do Concílio Vaticano II – uma ‘Primavera na Igreja’, como declarou João Paulo II. As flores e os frutos dessa Primavera podem ser vistos, sobretudo, nos Novos Movimentos e nas Novas Comunidades de Vida e de Aliança, envolvendo especialmente os jovens, que deixam tudo, os prazeres do mundo, a família, para servir a Deus unicamente.Assim, é notório e inegável que uma das grandes obras que o Espírito Santo tem feito na Igreja, nos últimos quarenta anos, como um fruto, sobretudo da Renovação Carismática Católica [RCC], são as Novas Comunidades de leigos e consagrados, que se multiplicam a cada dia. Só no Brasil já são centenas dessas comunidades; algumas de vida; outras de aliança; e muitas com as duas opções.Elas são como que ‘um rosto novo da Igreja’ que surge; fiel às suas origens. Sou testemunha de que elas resgatam a vivência do Cristianismo puro, observando toda a riqueza da nossa fé católica. A reza do Rosário foi resgatada – prática antes tão abandonada – e é para as Novas Comunidades alimento espiritual diário indispensável. Da mesma forma, a Santíssima Virgem Maria é venerada com todas as honras a que tem direito como Mãe de Deus. E o povo voltou a rezar o Terço, a Ladainha Lauretana, o Ofício da Imaculada, a fazer peregrinações aos santuários marianos…Nelas [Novas Comunidades], Nosso Senhor Jesus Cristo é amado, servido e adorado verdadeiramente como Senhor e Salvador. O que importa é que o Seu Reino seja implantado na terra pela evangelização; missão primeira dessas Comunidades. Os jovens são evangelizados com ardor e parresia, a castidade lhes é apresentada como uma fonte de vida; os casais são chamados a viver a fidelidade a Deus e ao cônjuge, entre outros.Os Sacramentos são vividos com toda a intensidade e plenitude; sobretudo, a Confissão e a Eucaristia são amadas e desejadas. A bênção do Santíssimo Sacramento – tão abandonada antes – agora é celebrada com alegria, fé e profundidade. A adoração do Santíssimo, como tem pedido Sua Santidade, já há muito é realizada nas Novas Comunidades, especialmente pela realização do “Cerco de Jericó”, por meio do qual o Senhor Eucarístico é adorado por sete dias e sete noites ininterruptas.

 Os carismas de serviço são os mais variados em cada uma delas: algumas se dedicam a recuperar jovens drogados e viciados no álcool; outras se dedicam aos mendigos e abandonados; outras se dedicam à evangelização pelos meios de comunicação, e muitas coisas mais. Nas Comunidades Novas a hierarquia da Igreja é amada; a sua necessidade é entendida; e trabalha-se em comunhão com ela. E isso é fundamental, pois assim, evita-se o perigo de ser formar “igrejas paralelas” ou independentes da única Igreja que Cristo instituiu.Assim como na unidade dos membros de uma Comunidade está a força desta, assim também na unidade das Novas Comunidades entre si estará a força da Igreja. Cada Comunidade tem que se sentir irmã das demais e responsável por cada uma delas. Não pode haver rivalidade e competição entre elas; ao contrário, é preciso haver amor e auxílio mútuo.O carisma e o serviço próprio de cada uma devem estar sempre à disposição das outras para que todas se edifiquem e juntas construam o Reino do Senhor na terra. Não pode haver a menor concorrência entre uma Comunidade e outra, pois isso seria a negação da caridade e do serviço ao Reino.Para se enfrentar o secularismo avassalador de nossos dias, as Comunidades são imprescindíveis, mas para isso precisam ser fortes; e essa força depende muito da comunhão entre elas. Os seus líderes e coordenadores precisam se conhecer de perto, partilhar seus problemas, ajudarem-se reciprocamente: tudo para a edificação do Reino de Deus.Praticamente não há hoje uma diocese no Brasil e no mundo que não se beneficie do bom trabalho dessas Comunidades de Vida e de Aliança, que a serviço da evangelização estão aí presentes. Com isso, multiplicam-se as rádios católicas, jornais, revistas, retiros, acampamentos, shows, aprofundamentos, trazendo o povo de Deus de volta para a Igreja. As Comunidades e os movimentos eclesiais estão ajudando a Igreja a devolver Deus para aqueles que estavam perdidos”.

 

Foto Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

Prof. Felipe Aquino @pfelipeaquino, é casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”. Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: http://www.cleofas.com.br