Mensagem em ocasião pelas Vocações da Vida Consagrada

MENSAGEM EM OCASIÃO DA CELEBRÇÃO DA VOCAÇÃO À VIDA CONSAGRADA

“Tende em vós o mesmo sentimento de Cristo Jesus” (Fil 2,5).

Queridos irmãos e irmãs,caríssimas Religiosas,Consagrados e consagradas leigos e leigas dos Movimentos Eclesiais e das Novas Comunidades.

Estamos celebrando no mês de agosto,o mês das Vocações,antecipando essa mensagem que escrevo para todos,quero de antemão,explica para todos o tema dessa mensagem.O tema que está inspirado na Carta de São Paulo aos Filipenses 2,5,São Paulo,demonstra que devemos ter o mesmo sentimento de Cristo Jesus,nosso Senhor,em primeiro lugar,estamos celebrando o Ano da Vida Consagrada,a partir desse contexto,o Santo Padre o Papa Francisco,na sua Carta Apostólica para o Ano da Vida Consagrada,nos dirige as suas palavras ressaltando o papel da vida religiosa,nas suas atuações na Igreja: “A comunhão e o encontro entre diferentes carismas e vocações é um caminho de esperança.Ninguém constrói o futuro isolando-se,nem contando apenas com as próprias forças,mas reconhecendo-se na verdade de uma comunhão que sempre se abre ao encontro,ao diálogo, à escuta,à ajuda mútua,e nos preserva da doença da autoreferencialidade.”[1]

1.Ser´Discípulo e Missionário

O Documento de Aparecida,transmite para nós,o contexto de sermos alegres de sermos discípulos e missionários de nosso Senhor Jesus Cristo para que o encontro com o Senhor Jesus,seja um encontro mais do que pessoal, é um encontro de todos, é um chamado que nosso Senhor,promove o coração daquele que transmite o seu valor de uma renovação na Igreja,a Igreja que queremos ser, é seguir os passos de Jesus,caminhando na fé e na sua resposta ao chamado de Deus para a sua vida consagrada,diz o Documento de Aparecida que “Neste encontro com Cristo,queremos expressar a alegria de sermos discípulos do Senhor e de termos sido enviados com o tesouro do Evangelho.Ser cristão não é uma carga,mas um dom: Deus Pai nos abençoou em Jesus Cristo seu Filho,Salvador do mundo.”[2].O principal caminho é que todos nós tenhamos a nossa missão de anunciar a Boa-Nova de Jesus para quem deseja ser enviado para a missão através do Mandato Missionário de Jesus: “Ide,portanto,e fazei que todas as nações se tornem discípulos,batizando-as em nome do Pai,do Filho e do Espírito Santo,e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei.E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos!’ [3].

2.Igreja “em saída”

Queridos irmãos e irmãs,na continuação dessa mensagem,citando aqui as Palavras do Papa Francisco,hoje podemos nos alegrar a contribuir com o nosso anseio,de sermos uma Igreja “em saída”,como podemos perceber,o que nos pede o Santo Padre é que saiamos para ir ao encontro dos pobres dos mais humildes,sejamos para eles “casa aberta ao Pai” [4],sejamos para eles os novos evangelizadores da nova evangelização,ser Igreja em saída significa que devemos sair das nossas próprias comodidades,sairmos da nossa zona de conforto,para ir ao encontro com as pessoas que necessitam da nossa ajuda,evangelizar os pobres,especialmente as famílias,hoje temos a graça de compreender que ser Igreja é um ato de fé e de esperança para quem deseja então,tornar mais ampla a sua missão.Diz as Diretrizes Gerais da CNBB (2015-2019),que afirma que “Ser verdadeiro discípulo missionário exige o vínculo efetivo  e afetivo com a comunidade dos que descobriram fascínio pelo mesmo Senhor.Ele sabe que exerce sua missão na Igreja “em saída”.” (CNBB,Doc.102,n.13).

3.A Igreja que queremos ser

O que podemos observar que ao sermos membros da Igreja,é dar continuidade da Missão que Jesus nos deixou para dar esse ardor de sermos enviados para a missão de evangelizar,o Beato Paulo VI,na Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi,diz que “A Igreja nasce da ação evangelizadora” [5],portanto,precisamos sentir o nosso chamado de servir a Igreja e também servir a Nosso Senhor Jesus Cristo de acordo com o que pede o Magistério da Igreja,levando em conta o nosso compromisso evangelizador,levando o nosso compromisso de discípulos e missionários conforme nos ensina a Evangelii Gaudium (cf.n.259).

4.A Alegria de evangelizar

Como é bom estarmos alegres em sermos chamados para evangelizar,com maior ardor em estarmos em comunidade servir a Deus,servir a Igreja,é uma responsabilidade de cada discípulo de Nosso Senhor Jesus Cristo levando em nossos corações o nosso chamado o serviço da Igreja é estarmos em estado de missão permanente em nossas comunidades fazendo o bem para quem precisa,por isso,o Papa Bento XVI,nosso querido Papa Emérito diz o seguinte: “A Igreja não começa com o nosso “fazer”,mas com o “fazer” e o “falar” de Deus.Assim,os Apóstolos não disseram depois de algumas assembléias:agora queremos criar uma Igreja,e com a forma de uma constituinte elaboraram uma constituição.” [6].

Portanto queridos irmãos e irmãs,ao celebrarmos os 50 anos do Concílio Vaticano II,Demos graças e louvores a Deus,por essa certeza de que a nossa fé triunfe mais em nosso cotidiano da nossa missão,levando em nosso objetivo o caminho mais profundo da nossa espiritualidade,levando em nossos corações,o sentido da vida e o sentido de uma nova forma de evangelizar,um objetivo geral de nossa missão é evangelizar é levar o anúncio da Boa-Nova do Evangelho para quem precisa ser evangelizado,motivando-nos o que precisamos ser,a Igreja que queremos ser.Peçamos ao Senhor,que no envie como seus discípulos e missionários,levando a caminho de uma nova evangelização,contando que a presença de servir ao Senhor,é estar também servindo a Igreja,por isso,peçamos a Ele que nos guie e sigamos em frente com a nossa missão.Deus os abençoe!

Joseph Charles D´Almada Batista

Comunidade Católica Fraternidade Pequena Via,Comunidade de Aliança,Missão de Campos dos Goytacazes,RJ e estudante do 1º ano de Teologia da Escola Eclesiástica de Estudos bíblicos e teológicos Mater Ecclesiae Diocese de Campos,RJ,08 de Agosto de 2015,festa de São Domingos.

[1] PAPA FRANCISCO,Carta Apostólica em ocasião ao Ano da Vida Consagrada,n.3.

[2] Cf.DAp,n.28

[3] Cf.Mt 28,19-20.

[4] FRANCISCO Exortação Ap.Evangelii Gaudium,n.47

[5] PAULO VI,Exortação Ap. Evangelii Nuntiandi,n,14.

[6] BENTO XVI,Meditação durante a Oração da Hora Tércia na Inauguração dos Trabalhos do Sínodo ds Bispos,08 de Outubro de 2012.

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Novas Comunidades auxiliam nos atuais desafios da Igreja

As novas comunidades são uma realidade ainda recente. O Concílio Vaticano II marca esse novo Pentencostes, essa nova primavera na vida da Igreja. A partir de então florescem movimentos em respostas aos desafios da cultura moderna. Os fiéis encontram a possibilidade de vivenciar radicalmente o Evangelho, de se formar na fé cristã, crescer e se comprometer apostolicamente como verdadeiros discípulos missionários. Para enfrentar o secularismo avassalador dos dias de hoje, os jovens são convidados a viver em comunidade, assim como nos primórdios da Igreja, caminhando da mesma forma que os apóstolos junto ao Mestre. Missionário da comunidade Shalom de Aparecida (SP), Sérgio Augusto Galhardo, 33 anos, descobriu o carisma durante um retiro. Depois de um acompanhamento para o discernimento vocacional ele passou a integrar a comunidade. “Encontrei fora de mim aquilo que tinha dentro de mim”, conta o missionário ao relembrar como foi seu primeiro contato com essa realidade. A ação missionária da Shalom se dedica à evangelização, formação e ao acolhimento aos jovens. A comunidade surgiu de uma lanchonete, que servia como chamariz para atrair o público juvenil, em Fortaleza (CE). Dessa maneira, a Palavra de Deus era levada sutilmente aos jovens. Galhardo conta que é na vida comunitária que se vive verdadeiramente o Evangelho, de forma fraterna, sendo possível transbordar e levar os ensinamentos de Cristo. Dentre as atividades do missionário estão momentos dedicados à oração, missa diária, terço, formação, entre outros. “A vida em comunidade é fonte de graça. O irmão de comunidade é o lugar que eu encontro a Jesus Cristo”, afirma. O missionário pertence à comunidade aliança, comprometendo-se com a missão comunitária, ao mesmo tempo em que mantém outras atividades seculares e permanece ao lado dos familiares. Já no modo vida, o membro da uma nova comunidade dedica-se integralmente, vivendo de forma disciplinar com outros missionários. Algumas das principais características que se constatam na vida daqueles que fazem a experiência da efusão do Espírito Santo, dentro das novas comunidades, são o retorno à oração, o amor à Palavra de Deus, novos laços de espiritualidade, fraternidade e apostolado. A realidade das novas comunidades é um convite vigoroso a repensar a dimensão comunitária nas paróquias, como afirma presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, dom Jaime Spengler. O arcebispo metropolitano de Porto Alegre (RS) também coloca que esses novos movimentos são uma oportunidade de rever o modo como usualmente se conduz e se assume o desafio da evangelização, além de abrir mentes e corações para acolher a voz do Espírito que continua suscitando carismas. “Trata-se de uma realidade bastante recente. É um fenômeno certamente belo constatar o desejo de tantos, de se lançarem mais decididamente no seguimento do Senhor, de poderem viver mais intensamente laços comunitários, de se engajarem na obra da evangelização” ressalta. Os bispos reunidos em Aparecida (SP), dedicaram-se a estudar essa nova face da Igreja durante a V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano (CELAM). No documento é sublinhada a valiosa contribuição dessa realidade para a Igreja local. A Conferência ressalta que os movimentos e novas comunidades são uma oportunidade para que muitas pessoas afastadas possam ter uma experiência de encontro vital com Jesus Cristo e, assim, recuperar sua identidade batismal e sua ativa participação na vida da Igreja. Dentro dessa realidade, a comunidade Obra de Maria traz um carisma enraizado no amor mariano. Ela tem como missão evangelizar de todas as formas com alegria. Dentre os trabalhos estão a oração do terço nas casas, grupos de oração, congressos nacionais e internacionais, trabalhos com ministério de música, projetos sociais e, principalmente, peregrinações aos santuários do mundo todo. Há 13 anos que o missionário Alexsandro Torres teve uma experiência de infusão no Espírito Santo, durante uma peregrinação com a comunidade. Após um longo aprofundamento no ministério da vida missionária, ele sentiu-se impulsionado a largar tudo e seguir a Cristo ao lado da esposa. “Tenho alegria de Servir a Deus com toda a minha família, eu, minha esposa e meus quatro filhos. Em nenhum momento olhamos para trás. Pelo contrário, temos a certeza que somos de Deus e estamos no lugar certo, que nos impulsiona ir além”, frisa. Os que desejam ingressar na comunidade precisam realizar primeiramente um acompanhamento e participar dos encontros vocacionais durante o ano. Sendo aprovado, o candidato é convidado a fazer uma experiência mais inteiramente como pré-discipulado e discipulado. Depois de três anos de discernimento vocacional, o missionário passa pela primeira consagração e, após cinco anos, o membro realiza os votos perpétuos. Torres, que atualmente vive em Cachoeira Paulista (SP), pontua que os jovens que sentem o chamado a viver em uma nova comunidade devem aprofundar-se e conhecer o carisma que se busca. Além disso, ele diz que é primordial rezar, pois na oração Deus revela o caminho a ser seguido. “Só se entende a vocação quem é chamado”,