Acampamento Novas Comunidades 2016

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Nos dias 25, 26 e 27 de novembro, acontece o  “Encontro para as Novas Comunidades”, na sede da Comunidade Canção Nova, localizada na cidade de Cachoeira Paulista (SP).

O objetivo do encontro é atender ao pedido feito por João Paulo II, de buscar outras formas de evangelização e mostrar a importância da oração nas comunidades.

O encontro deseja reunir as comunidades para um encontro de formação e união com os diversos carismas presentes na Igreja Católica.

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ACAMPAMENTO NOVAS COMUNIDADES

ACAMPAMENTO NOVAS COMUNIDADES

Tende em vós o mesmo sentimento de Cristo Jesus (Fl 2, 5)

13 A 15 NOV2015
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A força das Novas Comunidades na evangelização

Canção Nova promove encontro com as Novas Comunidades
Nos dias 13, 14 e 15 de novembro, a Comunidade Canção Nova realiza o “Encontro para as Novas Comunidades, em sua sede, localizada na cidade de Cachoeira Paulista (SP).

O tema deste evento é “Tende em vós o mesmo sentimento de Cristo Jesus” (Fl 2,5). O objetivo é dar a essas comunidades a oportunidade de se unirem, para juntas se fortalecerem e continuarem na missão de evangelizar.

Na programação do encontro constam pregações, momentos de oração e celebração da Santa Missa. A cofundadora da Comunidade Canção Nova, Luiza Santiago, fará uma pregação com o tema “O carisma Canção Nova nos meios de comunicação”.

Como são formadas as novas comunidades

Luzia explica que as novas comunidades surgiram como uma forma de esperança, ou seja, uma resposta ao sopro do Espírito Santo para os tempos atuais.

“Novas comunidades são um novo tipo de vida comunitária, cuja fonte é o Movimento da Renovação Carismática. Essas comunidades constituem novas formas de vida na Igreja e são realidades crescentes em todo o mundo”, disse a cofundadora.

A consagrada recordou as palavras do Papa Francisco neste ano dedicado à vida consagrada. O Pontífice explicou, em sua mensagem, que cada forma de vida consagrada nasceu do chamado do Espírito Santo para seguir os ensinamentos deixados por Jesus no Evangelho.

Exortação Apostólica Vida Consagrada

Na ‘Exortação Apostólica Vida Consagrada’, São João Paulo II afirma que as Novas Comunidades nasceram com a missão de seguir os passos dos discípulos de Jesus na propagação do Evangelho.

“Conforme descritas por João Paulo II, a originalidade dessas Novas Comunidades consiste no fato de se tratar de grupos compostos de homens e mulheres, clérigos e leigos, casados e solteiros, que seguem um estilo particular de vida adaptado às exigências da sociedade atual, cujo fim apostólico atende as solicitações da Nova Evangelização. Tais experiências foram favorecidas pelo Concílio Vaticano II (1962-1965), que pedia uma Igreja inserida no mundo, capaz de responder aos desafios de seu tempo. Em 1998, João Paulo II convocou representantes das Novas Comunidades e Movimentos para uma vigília de Pentecostes, na Praça São Pedro. Na ocasião, afirmou que os Movimentos e as Novas Comunidades são a resposta suscitada pelo Espírito Santo para o nosso tempo. Mais do que nunca, a humanidade inteira aguarda esse anúncio”, explicou Luzia.

Canção Nova – A sede da Comunidade Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), empenha-se em acolher com carinho todos os peregrinos com uma ampla infraestrutura em um ambiente agradável e cheio de paz e beleza, propício para o encontro com Deus Pai.

Para informações de hospedagem entre em contato, no horário comercial, com a Obra de Maria pelo telefone: (12) 3186-2055.

Brasil tem cerca de 800 Novas Comunidades

Os movimentos eclesiais e as novas comunidades constituem, na Igreja, uma grande força para a evangelização neste tempo.” A afirmação está na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Verbum Domini (n. 94), do Papa emérito Bento XVI. O número desses movimentos e comunidades não para de crescer. Somente na Igreja aqui no Brasil, 800 novas comunidades têm desenvolvido formas diferentes de anunciar o Evangelho. As novas comunidades são o tema do Canção Nova em Foco desta semana, em que o jornalista da Canção Nova, André Alves, conversa com o presidente da FRATER (Fraternidade Internacional das Novas Comunidades), e fundador da Comunidade Obra de Maria, Gilberto Gomes Barbosa.

Acesse .: Ouça entrevista na íntegra 

Essas comunidades novas são acompanhadas tanto pela Igreja local, como por um Conselho de Comunidades. “Aqui no Brasil temos 28 comunidades que fazem parte oficialmente do Conselho e junto com elas, como equipe, a gente acompanha, visita e orienta,”conta Gilberto.

A nível internacional existe a Catholic Fraternity, “ poderíamos dizer a sede, o coração dessas comunidades novas espalhadas por todos os continentes.” A sede da Catholic Fraternity fica no Vaticano, seu presidente é o professor italiano Matteo Calisi, leigo e fundador da Comunità di Gesù (Comunidade de Jesus), que tem um trabalho dedicado ao ecumenismo. “ Depois tem a distribuição por continente, cada continente tem o responsável local”, continua Gilberto.

Na entrevista, Gilberto Gomes, fala sobre o crescimento do diálogo com a CNBB, (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e sobre o Concílio Vaticano II. Os frutos que o Concílio tem proporcionado às novas comunidades e movimentos, foram abordados em um Seminário que aconteceu de 23 a 26 de agosto, em Lavrinhas (SP), e reuniu representantes das novas comunidades e da CNBB.

O fascínio que essas novas comunidades exercem sobre os jovens também foi abordado na entrevista. “ Juventude é o tempo da descoberta, é o tempo que estamos querendo decidir sobre o nosso futuro, com que queremos casar, que curso queremos fazer, então é o tempo que vamos decidir também a questão da fé.”

Unidos de Coração-Tema do Congresso nacional da Fraternidade das Novas Comunidades

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Comunidade Canção Nova convida você para participar do Congresso Nacional da Fraternidade, entre os dias 08 a 10 de novembro de 2013, em sua sede, na cidade de Cachoeira Paulista (SP).

Com o tema “Unidos de coração”, o encontro tem como objetivo reunir várias comunidades que surgem no mundo todo, unir esses diferentes carismas, suas experiência de fraternidade e evangelização. As novas comunidades são reconhecidas pela Igreja como um dos instrumentos importantes enviado por Deus para o anúncio de Sua Palavra, testemunhando a veracidade do Evangelho. “Cada uma das comunidades faz uma experiência de fraternidade, uma contribuição reconhecida pela Igreja para que a Boa Nova do Evangelho seja não só anunciada, mas vivenciada”, diz Dom Alberto Taveira. As Novas Comunidades são verdadeiros canais privilegiados para a formação e promoção dos fiéis católicos, que se tornam mais ativos e conscientes do seu papel na Igreja e no mundo. Elas amam profundamente a Igreja, inserindo-se com fidelidade na vida das Igrejas locais, sendo fermento, sal e luz e,correspondendo às necessidades da nova evangelização.

“Nascemos para evangelizar”

As Novas Comunidades são verdadeiros canais privilegiados para a formação e promoção dos fiéis católicos, que se tornam mais ativos e conscientes do seu papel na Igreja e no mundo. Elas amam profundamente a Igreja, inserindo-se com fidelidade na vida das Igrejas locais, sendo fermento, sal e luz e,correspondendo às necessidades da nova evangelização.

O cancaonova.com entrevistou a missionária da Comunidade Católica Shalom Luciana Brum que falou sobre o carisma da comunidade e sobre a sua vocação a vivência em uma nova comunidade:

cancaonova.com: Fale sobre o Carisma Shalom, como se dá a evangelização/missão?

Missionária: Há 31 anos, Moisés nosso fundador ofertou aos pés de João Paulo II livremente a sua vida pela Igreja, pelos jovens e pelos homens. Nascemos para evangelizar, nossa missão é a evangelização de todos os homens. Anunciamos Jesus Cristo o ressuscitado que passou pela Cruz, como a experiência dos discípulos narrado no evangelho de São João.

Luciana Brum, missionária da Comunidade Shalom
Foto: Maria Andre/cancaonova.com


Nós experimentamos a paz que recebemos e Deus e a comunicamos. Somos uma família, constituídos de homens mulheres, solteiros casais, sacerdotes, seminaristas diáconos e celibatários para o Reino, todos unidos em uma consagração de vida. Testemunhando no mundo de hoje Jesus Cristo verdadeira paz. Nascida no meio dos jovens dedicamos à eles um amor especial. Nossa evangelização se da de varias formas pelas artes, meios de comunicação, trabalhos de promoção humana, etc…

Nós constituímos nas dimensões de comunidade de vida e aliança.

:: Brasil tem mais de 800 Novas Comunidades

cancaonova.com: Para você, qual a importância das Novas Comunidades para a Igreja?

Missionária:
 As novas comunidades trazem para a Igreja um novo ardor atendendo o apelo feito por João Paulo II, na vivência radical fiel e feliz do evangelho. No mundo de hoje, o testemunho da vida nova em Cristo no seio da igreja são inspiradas pelo Espirito Santo em uma forma nova de evangelização tornado viva a fé católica . O anúncio explicito de Jesus Cristo em uma Igreja Viva em diversos carismas que tem como missão a evangelização que se dá pelas artes, trabalhos sociais e principalmente pelos meios de comunicação. Em unidade, as Novas Comunidades quer levar aos homens de hoje esta nova primavera, como nos chamou João Paulo II.

cancaonova.com: O que mudou em você depois que entrou para uma Nova Comunidade?

Missionária: Fui alcançada pela evangelização de uma nova comunidade durante um tempo caminho na Comunidade Canção Nova. Desejei ardentemente doar a minha vida em um novo, logo conheci a Comunidade Shalom, vontade de Deus para mim. Onde pude na vivência do carisma experimentar este novo ardor da Igreja. Senti a força do Espirito que me impelida à evangelização na doação da minha vida em todos os meus dias pela humanidade, à serviço da Igreja. Quero anunciar Jesus Cristo Ressuscitado, verdadeira paz, contando com o auxílio da Virgem Maria Mãe de Deus, que me ensina a cada dia a corresponder ao meu chamado.


Fazendo memória (maio/2012): “Reconhecimento Pontifício da Comunidade Shalom”



cancaonova.com: O que esperar das Novas Comunidades no Brasil?

Missionária: A dedicação à evangelização dos homens, mulheres, jovens enfim de toda a humanidade. Espero e desejo que pela graça dada às novas comunidades Vivamos próprias no anuncio de Cristo. Na fidelidade ao chamado nos feito, trabalhando em unidade nesta força evangelizadora na missão do anuncio do reino.

cancaonova.com: Deixe uma mensagem para aqueles que estão interessados em fazer a experiência de viver em uma nova comunidade:

Missionária: Deus é sempre fiel em suas promessas, ao nos chamar nos resgata de uma vida sem Ele. A partir daí damos uma resposta de gratidão, sendo sua vontade nossa felicidade. Não tenhamos medo de dar, através da evangelização, aquele que nos ama com amor eterno nosso sim nessa missão de devolver a Deus aqueles que se perderam, pois ” humanidade geme e chora esperando a manifestação dos filhos de Deus” Rm 8, 19-22.

Veja mais:
:: Quais a importância das Novas Comunidades?
:: Dom Roberto comenta sobre a nova evangelização
:: O lugar das Novas Comunidades na Igreja

Missão e vida comunitária

Nosso Senhor suscita, na Igreja, muitas realidades: dons, carismas, serviços, ministérios, mas não podemos prender o Espírito Santo, pretendendo que Ele fique segundo o nosso controle. Muitas pessoas fazem descobertas bonitas em suas vidas, q que pode lhes dar a impressão de que, ali, está a única solução para a Igreja. No entanto, perto delas, alguém descobre outra realidade. E, então, percebem: “Como Deus é criativo!”.

Temos de ter uma bússola que aponte para o Norte, que é Deus, mas precisamos dar passos neste caminho. Precisamos estar abertos para este grande jardim que é a Igreja.

Quem é de uma nova comunidade sabe que, para ela existir, realmente, dentro da Igreja, é preciso que ela seja portadora de um carisma. É preciso que haja a autenticidade do dom de Deus. Uma comunidade não pode nascer de pretensões humanas, pois, assim, não subsistirá.

Se alguém pretende ser inspirado por Deus, quando, na verdade, gosta apenas de se olhar no espelho, não terá futuro. Um carisma só é autêntico quando contribui para a edificação da Igreja. O carisma é para servir, não para vaidade ou orgulho próprio.

A razão de ser da Igreja é evangelizar, comunicar a Boa Nova, para isso Nosso Senhor suscita tantos dons. Um carisma está numa pessoa, num grupo para a Igreja. Olhem para ela, para a evangelização, para o mundo que tem sede do Senhor e aí vocês terão lugar.

A partir deste primeiro ponto de reflexão, trago algo para lhes oferecer. A Igreja no Brasil, no ano passado, na Assembleia dos Bispos da CNBB, mostrou cinco gritos, cinco urgências, cinco realidades:

– Igreja em estado permanente de missão;
– Igreja é casa de iniciação cristã;
– Animação bíblica (a Bíblia como animação da vida pastoral);
– Igreja, comunidade de comunidades;
– Igreja a serviço da vida. São coisas muito ligadas, pois se referem à Igreja e a Jesus Cristo, diretrizes da ação evangelizadora da Igreja.

Nós temos de chegar em quem está longe da Igreja, marginalizado dela ou nas pessoas que assim se sentem. Os confins da Terra estão nas pessoas que abandonaram a Igreja, que precisam ser tocadas pela vida desta.

Missão e vida comunitária

Um carisma é dado para que você o coloque a serviço da Igreja. Quem se apaixona por Jesus Cristo tem de transbordá-Lo no anúncio de Sua verdade.

Não existe discípulo autêntico que não seja missionário. Se me tornei discípulo, faz parte do meu ser discípulo ser também missionário. A Igreja, portanto, é sempre missionária, pois existe para anunciar a mensagem de Jesus Cristo. Ela nunca deixou de ser missionária.

Se partilhamos a experiência cristã, é porque alguém nos apresentou a beleza da fé. Somos frutos de uma missão, do colo de nosso pai e de nossa mãe, da catequista, do sacerdote. Alguém foi missionário para você. Dê graças a Deus por isso! E essa chama está, agora, em suas mãos para que você a passe aos outros.

A missão é urgente, é gritante. A situação do mundo de hoje não nos permite perder tempo. A missão é importante por causa da amplidão deste mundo. Há pessoas que evangelizam pelos meios de comunicação, pela internet. É preciso pregar, levar a Palavra de todas as formas, por todos os meios.

“A missão é urgente, é gritante. A situação do mundo de hoje não nos permite perder tempo”, alertou Dom Alberto.
Foto: Mariana Lazarin/cancaonova.com

Às vezes, penso que as pessoas terão de chegar a uma espécie de Sodoma e Gomorra para se assustar e começar a mudar. Percebemos isso pela redução do número de católicos, mas podemos ver isso também pelos enormes números de falta de respeito pela vida, de indiferença, exclusão, cultura de morte.

Nós não podemos fugir das nossas responsabilidades de anunciar a Palavra do Senhor oportuna e inoportunamente. O papel de cada pessoa, seu testemunho pessoal não podem ser atribuídos a outro. Cabe a nós essa tarefa.

Eu lhes pergunto: “As novas comunidades estão abertas aos novos desafios? Será que, em algumas situações, vocês não se apegaram a um tipo de serviço e não se abriram às novidades? Vocês têm coragem de escolher os campos mais difíceis? Têm coragem de evangelizar onde ninguém vai? Vocês têm coragem de sair sem dinheiro no bolso? As comunidade que mais cresceram foram as que começaram sem nada”.

Se as novas comunidades se colocarem à disposição da Igreja, após este Congresso, pedindo ao seu bispo um novo desafio, esse encontro já terá valido a pena. Se vocês querem emprego, não procurem o serviço da Igreja. Se quiserem missão, desafio, coloquem-se à disposição dela.

A novidade não está em inventar coisas, mas fazer de um jeito melhor aquilo que você pode fazer. O novo não está nos métodos; antes dele, é preciso haver o ardor. É preciso haver disposição, vigor missonário, zelo pela casa do Senhor.

Igreja, comunidade de comunidades

O discípulo missionário faz parte do povo de Deus e vive sua vida em comunidade. Ter uma experiência comunitária não é uma opção que faço para dizer que sou “bonzinho”. Se você descobriu o que é ser cristão, descobriu sua comunidade.

As comunidades novas são pessoas que receberam uma missão especial de Deus para ser sinal d’Ele no mundo. Assumiram um compromisso com o Senhor de ser sinal de uma vida comunitária, para que o mundo veja e diga: “Como eles se amam!”. A comunidade acolhe, forma, transforma, envia em missão, restaura, celebra, adverte, sustenta.

É curioso que nosso tempo tem uma tendência ao individualismo e, ao mesmo tempo, busca pela comunidade. Há outras formas de comunidades que vão além dos territórios, como as ambientais, afetivas, virtuais.

A Igreja precisa estar atenta à necessidade de comunhão, de relacionamentos dos cristãos. As paróquias tem um papel grande nessa evangelização.

Cada forma de vida comunitária, cada uma vivendo seu crisma, assumindo a missão evangelizadora de acordo coma realidade, articulando-se para atender a comunidade de acordo com a sua necessidade. As Diretrizes assim descrevem as características da comunidade: “Comunidade implica necessariamente convívio, vínculos profundos, afetividade, interesses comuns, estabilidade e solidariedade nos sonhos, nas alegrias e nas dores”.

Comunidades são escolas de diálogo interno e externo. As comunidades são pontos de partida, ela acolhe, purifica, gera comunhão e envia em missão.

Dom Alberto Taveira Corrêa 

Arcebispo de Belém (PA) e Diretor Espiritual da RCC no Brasil.

 

Bispo comenta papel das novas comunidades na Nova Evangelização

Fonte: Portal Canção Nova

Começa nesta sexta-feira, 9, o Congresso Nacional das Novas Comunidades, reconhecidas pela Santa Sé como uma nova forma dos leigos se empenharem na evangelização. O evento é organizado pela Fraternidade das Novas Comunidades do Brasil e traz como tema “A graça dos Carismas”.

O tema é discutido ao mesmo tempo em que a Igreja vive o Ano da Fé, celebra os 50 anos do Concílio Vaticano II e 20 anos de promulgação do Catecismo da Igreja Católica. Para o presidente do Conselho das Novas Comunidades da arquidiocese do Rio de Janeiro, Dom Roberto Lopes, tais ocasiões tornam o tema oportuno.

“O tema realmente vem em um bom momento em que refletir sobre a graça dos carismas é verificar que nós temos que estar sempre vivendo a fidelidade do carisma do fundador, o carisma fundacional de cada um, daqueles que o receberam através do Espírito Santo”.

O bispo também explicou que o Congresso sempre busca ser um momento de revitalização, de voltar às fontes. “Com certeza, aqueles que participam retornam para casa com mais alegria, com mais entusiasmo para dar continuidade à evangelização”.

E no evento deste ano não será diferente. Dom Roberto explicou que o Papa, os cardeais, os bispos e as Igrejas particulares podem contar com a contribuição das novas comunidades e dos movimentos eclesiais. “Por isso que refletir sobre a graça dos carismas é verificar a beleza onde cada um, cada uma das comunidades tem essa riqueza de contribuir para a nova evangelização”.

Novas comunidades, Igreja, Nova Evangelização

Sínodo dos Bispos, realizado em Roma no último mês, já abordou em diversas intervenções a questão das novas comunidades, inclusive o seu papel na nova evangelização. Para Dom Roberto, as novas comunidades estão encontrando o seu espaço na Igreja aos poucos. Ele também acredita que o Congresso vai abordar muito as discussões do Sínodo.

“Esses carismas vêm justamente ao encontro nesse momento histórico que nós estamos vivendo em todos os continentes. Então é uma resposta, na realidade vem somar e, ao mesmo tempo, colaborar com o reino de Deus.

Para o bispo, as novas comunidades vão ser grandes protagonistas dentro dessa nova evangelização. Ele acredita, inclusive, que o resultado final do Sínodo, ou seja, o documento final que será redigido pelo próprio Papa Bento XVI em breve, vai apresentar essa expectativa, não só da Igreja de Roma, mas também das Igrejas particulares, desse envolvimento e entusiasmo.

“Cada um desses carismas vem como profetismo de querer animar e ir ao encontro daqueles irmãos que se sentem frios diante da presença de Cristo, a sua vivência na fé. As novas comunidades têm justamente essa alegria, esse entusiasmo. (…) Com certeza o documento que o Papa irá nos enviar será dentro desta linha desse grande entusiasmo e dessa nova alegria de ser profeta no mundo”.

Carismas

As novas comunidades possuem semelhanças entre si, como a vontade de servir Jesus Cristo. Ao mesmo tempo, vivem uma diversidade de carismas, ou seja, cada comunidade evangeliza de uma forma, sempre determinada por inspiração do Espírito Santo.

Para Dom Roberto, essa diferença de carismas é algo enriquecedor para a Igreja.  “A beleza da diversidade dos carismas é que se completam segundo as necessidades de cada Igreja particular, a maneira como isso vai se expressar, seja no meio da comunicação, como na Canção Nova, ou a questão também da maneira como a Shalom faz, dentro dos seus serviços diversificados, dentro da comunidade”.

Dom Roberto lembrou que essa diversidade de carismas facilita inclusive a inserção dos leigos na evangelização. “O próprio Vaticano II, que estamos completando 50 anos, (…) vai mostrando que é justamente esse ‘ser leigo’, ser batizado, que quer ratificar o seu batismo dentro de uma vocação específica que esses carismas oferecem”.

O bispo destacou ainda que esse leque de carismas dá tranquilidade, de forma que cada um pode se encontrar confortavelmente dentro daquilo que é compatível com o seu perfil de vida, sem ficar “engessado”. Ele informou que o Brasil, inclusive é um dos países onde mais ter surgido as novas comunidades.

“Existe esse espaço maravilhoso dentro da Igreja e que vai encantando. É por isso que tantas comunidades novas, com muitas vocações, fazem questionar de novo aqueles que, por ventura, não ingressaram em uma comunidade tradicional histórica, mas são capazes de dar um passo dentro dessa maneira nova de ser consagrado, mas permanecendo leigo. Isso que é bonito”.

Qual a importância das Novas Comunidades?

As Novas Comunidades se baseiam em novas inspirações adaptadas dos institutos de vida consagrada da Igreja Católica, tendo como grande diferencial a vida comunitária, formada por sacerdotes e leigos, homens e mulheres em uma mesma comunidade, devidamente dividida, mas trabalhando junto em prol da evangelização.

Pensando em promover a união e a comunhão entre elas, a Canção Nova promove, em Cachoeira Paulista (SP), o Congresso Nacional da Fraternidade entre os dias 9 e 11 de novembro.

Esta forma de vida comunitária existe desde o fim do século XX e teve seu apogeu na convocação feita pelo Papa João Paulo II, em 1998, quando ele se reuniu com milhares de comunidades de todo o mundo e reconheceu sua existência, dando-lhes assim um impulso motivador em prol da Igreja.
O Papa João Paulo II pediu à Igreja uma nova evangelização, com “novo ardor, novos métodos e nova expressão”. Certamente, o Santo Padre sentiu no coração essa inspiração de Deus em face aos grandes desafios da Igreja no século XXI, chamados pelo Papa Bento XVI de ‘ditadura do relativismo’, o qual quer nos fazer crer que a verdade não existe e que cada um pode fazer a sua.

Essa nova evangelização está acontecendo, principalmente, por meio das novas comunidades. Nelas é possível ver a expressão de vida cristã pedida pelo Santo Padre. Aí está um ‘novo ardor’ no fogo do Espírito Santo; e ‘novos métodos’ de evangelizar, sobretudo, pelos meios de comunicação.

O Espírito Santo, alma da Igreja, sempre a socorre, especialmente nos momentos mais difíceis de sua história. Nos tempos modernos, Ele suscitou – a partir do Concílio Vaticano II – uma ‘Primavera na Igreja’, como declarou João Paulo II. As flores e os frutos dessa Primavera podem ser vistos, sobretudo, nos novos movimentos e nas novas comunidades de vida e de aliança.Os carismas de serviço são os mais variados em cada uma delas: algumas se dedicam a recuperar jovens drogados e viciados no álcool; outras, dedicam-se aos mendigos e abandonados; outras ainda à evangelização pelos meios de comunicação, entre outras coisas.

Assim como na unidade dos membros de uma comunidade está a força desta, também na unidade das Novas Comunidades, entre si, estará a força da Igreja. Cada comunidade tem que se sentir irmã das demais e responsável por cada uma delas. Não pode haver rivalidade e competição; ao contrário, é preciso haver amor e auxílio mútuo.

O carisma e o serviço próprio de cada uma deve estar sempre à disposição das outras para que todas se edifiquem e construam o Reino do Senhor na Terra.

Para enfrentar o secularismo avassalador de nossos dias, essas comunidades são imprescindíveis, mas para isso precisam ser fortes; e essa força depende muito da comunhão entre elas. As comunidades são mais uma face da Igreja que está preocupada em resgatar o ser humano a sua dignidade como filhos de Deus.