Acampamento Novas Comunidades 2016

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Nos dias 25, 26 e 27 de novembro, acontece o  “Encontro para as Novas Comunidades”, na sede da Comunidade Canção Nova, localizada na cidade de Cachoeira Paulista (SP).

O objetivo do encontro é atender ao pedido feito por João Paulo II, de buscar outras formas de evangelização e mostrar a importância da oração nas comunidades.

O encontro deseja reunir as comunidades para um encontro de formação e união com os diversos carismas presentes na Igreja Católica.

Mensagem do Santo Padre a Fraternidade Católica de Comunidades e Associações Carismáticas de Aliança no 25º Aniversário da Aprovação Pontifícia

Mensagem do Santo Padre a Fraternidade Católica de Comunidades e Associações Carismáticas de Aliança no 25º Aniversário da Aprovação Pontifícia

Queridos irmãos e irmãs,

Feliz Aniversário!

O Senhor os abençoe, especialmente neste Jubileu de Prata da aprovação pontifícia da Fraternidade Católica. Recordo-lhes que o desejo dos fundadores Briam Smith e Bob Cavner foi o de vincularem-se mais direta e filialmente com o sucessor de Pedro mediante o acompanhamento do Pontifício Conselho para os Leigos. Estes vinte e cinco anos deram frutos de crescimento em número de comunidades, assim como em diversidade de carismas e em relações de comunhão fraterna. Por isso, demos graças a Deus.

No ano passado, no encontro com a Renovação Carismática em 01 de julho, no Estádio Olímpico, vocês já estavam preparando um passo adiante, que poucos meses depois se converteu em realidade: A Fraternidade Católica de Comunidades e ICCRS – os dois organismos a serviço da Renovação no Mundo – compartilhando o mesmo escritório, dando assim testemunho de uma única corrente de graça manifesta na grande diversidade que o Espírito Santo cria.

Esta decisão de aprpost 49ofundar a comunhão entre vocês é já uma realidade que já me alegrou muito! As mudanças sempre são difíceis, e custa sair de nossas seguranças e espaços próprios para seguir ao que o Senhor nos inspira. Também se necessita a coragem que vem do Espírito, eu lhes agradeço por isso. Ao mesmo tempo, puderam comprovar que nem vocês Fraternidade Católica, nem o ICCRS perderam suas características próprias, mas que, pelo contrariam, enriqueceram-se na comunhão, porque a comunhão é obra do Espírito Santo.

Como vocês sabem, seguindo ao parecer do conselho de Cardeais, formado para me ajudar no governo da Igreja e na reforma da Cúria, instituí a Congregação de Leigos e Família, a que se ligará a Pontifícia Academia para a Vida. Neste espírito de conservar o essencial e reformar o acidental para um melhor serviço aos homens e mulheres de nossos tempos no qual a Igreja está empenhada, creio que este é o momento de discernir juntos – Catholic Fraternity e ICCRS – à luz da experiência de comunhão que já começaram a viver, a necessidade de continuar aprofundando esta comunhão conformando um único serviço à Renovação Carismática Mundial que represente a mesma corrente de graça, sem perder as características próprias de cada um. Isto significa que ambos – Catholic Fraternity e ICCRS – possam oferecer a experiência vivida à múltipla variedade expressões que o Espírito Santo quis suscitar em nível mundial.

Peço-lhes que – Catholic Fraternity e ICCRS – avancem neste caminho de comunhão.

“Alarga o espaço da tua tenda, desdobra sem constrangimento as telas que te abrigam, alonga tuas cordas, consolida tuas estacas, pois deverás estender-te à direita e à esquerda; teus descendentes vão invadir as nações, povoar as cidades desertas. Nada temas, não serás desapontada. Não te sintas perturbada, não terás do que te envergonhar, porque vais esquecer-te da vileza de tua mocidade. Já não te lembrarás do opróbrio de tua viuvez. IS 54, 2- 4

Alargar e estender a tenda desta comunhão seria a melhor maneira de celebrar o jubileu. Na comunhão, todos se fortalecem e ninguém perde a identidade; isto seria uniformidade, à qual certamente não vem do Espírito; antes, a comunhão na diversidade que Ele suscita.

Espero, ainda, resposta à carta pessoal que entreguei aos presidentes de Catholics Fraternity e ICCRS durante minha visita ao III Retiro Mundial de Sacerdotes, no dia 12 junho passado, onde falei-lhes neste sentido.

No Pentecostes de 2017 cumprem-se cinquenta anos da irrupção desta corrente de graça na Igreja Católica. Eu lhes convidei a celebrar este jubileu de ouro junto ao Bispo de Roma, na praça de São Pedro. Que não seja a celebração de um Movimento, que vocês de fato não o são, mas que seja a renovação de Pentecostes para a Igreja e para o Mundo junto a todos os cristãos que viveram a experiência de nascer de novo da que fala Jesus a Nicodemos. A Igreja e o mundo necessitam, hoje mais do que nunca, do Espírito Santo. Necessitam mais do que nunca do anúncio do querigma, proclamado por Pedro na manhã de Pentecostes, e para isto os cristãos devem estar unidos como pede o Senhor, para testemunhar juntos o amor misericordioso do Pai, que não faz acepção de pessoas, manifesto em Jesus Cristo, Senhor e Salvador.

Alegra-me que duas pessoas que colaboraram comigo por anos em minha diocese anterior, trabalhando para uma melhor compreensão e unidade da corrente de graça, assim como na tarefa ecumênica para a unidade do corpo de Cristo estejam hoje dentro da Fraternidade Católica. Seus conhecimentos e experiência lhes pode ser de grande ajuda para colocar em marcha estes dois grandes desafios que vocês têm por diante.

Termino reafirmando a missão que lhes tinha dado no ano passado: Compartilhem com cada um na Igreja o Batismo no Espírito Santo. Não se esqueçam suas origens: A Renovação Carismática nasceu ecumênica; o ecumenismo do encontro na oração fraterna, no serviço ao próximo e na oração de intercessão por nossos mártires comuns.  Trabalhem para aliviar as necessidades dos mais fracos e vítimas de todo o sofrimento humano. Aproximem-se e toquem, através deles, nas chagas do próprio Jesus. Compartilhem também com eles o Batismo no Espírito Santo. Os três primeiros documentos de Malinas tocam com profundidade nestes temas, dos quais lhes falei em outras oportunidades como um guia seguro para seu agir.

Neste ano da misericórdia que está por começar vocês sejam misericordiosos entre vocês e com o próximo. Saibam distinguir entre o pecado e o pecador. Ao pecador, misericórdia como a de Jesus. Ao pecado, rechaço e pedido de perdão. Para assim fazê-lo, fortaleçam-se diariamente com a oração de louvor, dom do Espírito Santo, que vocês redescobriram para a Igreja e que leva a uma cada vez mais intimidade com o Deus Trinitário.

Dou-lhes a minha benção com todo o afeto. Jesus os abençoe e as Virgem Santa os cuide. Peço-lhes, por favor, que não deixem de rezar por mim.

Vaticano, 30 de outubro de 2015

Papa Francisco

 

Vivendo a misericórdia em comunidade

“Portanto,como eleitos de Deus,santos e amados,vesti-vos com sentimentos de compaixão,com bondade,humildade,mansidão,paciência; suportai-vos uns aos outros e, se um tiver motivo de queixar contra o outro,perdoai-vos mutuamente.Como o Senhor vos perdoou,fazei assim também vós.” (Col 3,12-13).

Queridos irmãos e irmãs.das Novas Comunidades,conforme eu prometi escrever aqui no Blog das Novas Comunidades,um artigo sobre o tema “Vivendo a misericórdia em comunidade”,tema central do Encontro Diocesano das Novas Comunidades da Diocese de Campos,RJ.A Palavra de Deus escrita na Carta de São Paulo aos Colossenses,descreve esse importante caminho,como devemos viver a misericórdia em nossas comunidades.A pregação desse tema,feita pelo sacerdote da Comunidade Canção Nova,Padre Reinaldo,nos motivou como podemos experimentar essa graça da misericórdia de Deus,estamos no Ano Santo da Misericórdia,no qual,o Papa Francisco,convoca a todos nós a celebrarmos esse momento importante para nós.Aqui está o nosso desafio.

É muito mais que um sentimento.Deus por entranhas por nós em misericórdia Sentimento,não salva,mas as entranhas sim. Misericórdia  acolhe-nos dentro da vida de Deus.Misericórdia é rebaixar.Como dizia o Papa Francisco “Misericórdia e missão estão juntas”.Precisamos nos questionar a misericórdia em comunidade para os outros irmãos que vem aos nossos encontros.A gente acolhe a pessoa como ela é.Como a misericórdia é dentro da comunidade? Vivo a misericórdia como vivo  os meus irmãos? “Para o outro máximo de misericórdia para o outro exigência” (Autor desconhecido).Nós acolhemos as fraquezas dos nossos irmãos de nossas comunidades? Precisamos ter dentro das comunidades a questão da misericórdia.É necessário ter entranhas para com o próximo.Temos que ter as entranhas.A misericórdia faz parte da conexão,é uma salvação para a vida do irmão.Misericórdia,não é passar a mão na cabeça.Deus sabe que estamos caindo,quando ele cai ele também tem as minhas entranhas de misericórdia.A vida em comunidade é ajudar à pessoa ser santa.Elas precisam ouvir se vão ficar na comunidade.

Cabe a nós lembrando que a misericórdia de Deus não exclui ninguém.Precisamos parar de viver da cultura.Desse jeito,ninguém entra,não tem vocação,o teu carisma é para salvar e não para destruir ás pessoas.Como estou vivendo a misericórdia na minha comunidade?

Os irmãos que são do mesmo carisma,nós precisamos viver e como podemos viver a misericórdia com o irmão.A missão,em primeiro lugar,acontece. A evangelização acontece porque seu irmão exite.A comunidade existe porque seus irmãos existem.A misericórdia é a mãe da bondade,humildade,paciente,e bondoso.Precisa corrigir e ter paciência com aquele que quer mudar,aquele que quer ser acolhido.Estar como suportes como o irmão está caindo.Temos que ter essa atitude de misericórdia para com os irmãos  que precisam de resgate,dizia Santo Agostinho: “Somos como vasos de argila”.Se a gente não vive a misericórdia, a comunidade quebra como um vaso.Nós precisamos com o coração abraçar e corrigir os erros do irmão.O perdão é para a comunidade é como um óleo e porta vai ficar macia.A não misericórdia,abre as rachaduras.A misericórdia atrai aos outros a pura vivência do carisma.A parcela na comunidade precisa começar por mim.

Por isso,queridos irmãos e irmãs,concluindo esse artigo,nós todos precisamos ser anunciadores da misericórdia do Pai,precisamos então,acolher o irmão,colocarmos em prática,a compaixão e a misericórdia para com o outro (cf.Lc 7,11-17),precisamos ter a misericórdia também para com o outro,portanto precisamos também entrar como misericordiosos como o Pai (cf.Misericordiae Vultus 14;Lc 6,36).Que esse artigo possa ajudar você a compreender o sentido de viver a misericórdia em comunidade.Deus seja louvado!

Joseph Charles D´Almada Batista,Comunidade de Aliança

Fraternidade Pequena Via,Campos dos Goytacazes,RJ

Mensagem em ocasião pelo Dia da Vida Consagrada

MENSAGEM EM OCASIÃO AO DIA DA VIDA CONSAGRADA E TAMBÉM DO ENCERRAMENTO DO ANO DA VIDA CONSAGRADA 2016

Novas Comunidades: um desafio para a Nova Evangelização

Queridos irmãos e irmãs,estamos em pleno Ano da Misericórdia convocado pelo Papa Francisco,trabalharmos em termos para a evangelização,estamos terminando o Ano da Vida Consagrada e agradecemos a Deus pela missão que nos deu para sermos enviados para anunciar o Evangelho a todas as pessoas (cf.Mc 16,15).A Igreja ela nasce da  ação evangelizadora é preciso trabalhar com urgência na ação evangelizadora da Igreja (cf.DGAE 2015-2019 nn.30-33).Entretanto,a evangelização é um desafio que temos é assumir o compromisso de nos tornarmos novos evangelizadores para a nova evangelização.

O Papa Francisco na Evangelii Gaudium,nos proporciona um desafio que precisamos ser Igreja “em saída”,e ele nos chama a nossa atenção nesse aspecto: “Frisamos que a evangelização está essencialmente relacionada com a proclamação do Evangelho aqueles que não conhecem Jesus Cristo ou que sempre o recusaram.Muitos deles biscam secretamente a Deus,movidos pela nostalgia do seu rosto,mesmo em países de antiga tradição cristã.Todos têm o direito de rceber o Evangelho.” (EG 14).

 Entramos agora no Ano da Misericórdia,tivemos a graça de celebrarmos esse Ano Jubilar,devido o nosso conceito de estarmos em comunhão com a Divina Misericórdia,o Papa Francisco na Misericordiae Vultus,o Santo Padre afirma: “A Igreja tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus,coração pulsante do Evangelho,que por meio del deve chegar ao coração e à mente de cada pessoa.A Esposa de Cristo assume o comportamento do Filho de Deus,que vai ao encontro de todos sem excluir ninguém.No nosso tempo,em que a Igreja está comprometida na nova evangelização,o tema da misericórdia exige ser reproposto com novo entusiasmo e uma ação pastoral renovada.”(MV 12).

A Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica,na sua Carta Circular “Perscrutai”:diz o seguinte em relação a nós que somos consagrados a Deus afirmando que “Os consagrados viveram e interpretaram estes novos horizontes.Anunciaram e testemunharam in primis o Evangelho com a vida,oferecendo ajuda e solidariedade de todo o tipo,colaborando nas tarefas mais diversas no sinal da proximidade cristã,envolvidos no processo histórico.Longe de lamentar-se a memória de épocas passadas,buscaram vivificar o tecido social e as suas instâncias com a vivente e traditio  eclesial,testada nos séculos na divisão da história,segundo o habitus da fé e da esperança cristã”.(Perscrutai n.5).

1.Novas Comunidades em desafio a uma nova evangelização.

A cada um de nós,precisamos entrar nesse desafio de fazer com que a nova evangelização,torna-se para nós o exemplo de vida missionária,sentir o ardor de evangelizar as pessoas ir diretamente ao encontro das pessoas que necessitam de nós para anunciar a Boa Nova do Evangelho de Nosso Senhor.”A missão da Igreja Católica é colocar à disposição do gênero humano as forças salvadoras que ela recebe de Cristo.Propõe salvar a pessoa humana integralmente e restaurar a sociedade humana no que se refere à sua finalidade mais autêntica: o desenvolvimento integral a partir do bem comum” (Texto-Base da Campanha da Fraternidade 2015,”Fraternidade Igreja e Sociedade”,n.148).

Ao definir como podemos desenvolver todo esse projeto de Deus transmite para nós o exemplo e os ensinamentos de nosso Senhor Jesus Cristo,quando somos chamados para irmos ao encontro dele,por isso,o Evangelho afirma com toda certeza onde no qual Jesus pede aos seus discípulos para se converterem e crer no Evangelho (cf.Lc 1,14-15).Esse é o melhor caminho que devemos seguir,encontrar um caminho de fé um caminho que nosso Senhor nos conduz a seguirmos os seus passos levando em nosso coração,todo o sentimento que temos por ele (cf.Fil 2,5).Esse é o sentido de uma vida primordial em nossas vidas,elevando sempre em nossa fé que a praticamos de acordo com que “A comunhão é praticada,antes de mais nada,dentro das respectivas comunidades do Instituto.A este respeito,convido-vos a reler frequentes intervenções minhas,nas quais não me canso de repetir que críticas,bisbilhotices,invejas,ciúmes,antagonismos são comportamentos que não têm direito de habitar nas nossas casas.”(cf.Papa Francisco,Carta Apostólica As Pessoas Consagradas 3).

2.Desafios das Comunidades no Documento de Aparecida.

O Documento de Aparecida trata para nós esse constante desafio que temos pela frente: “Aqui está o desafio fundamental que enfrentamos: mostrar a capacidade da Igreja para promover e formar discípulos e missionários que respondam à vocação recebida e comuniquem por parte,transbordando de gratidão e alegria,o dom do encontro com Jesus Cristo” (DAp 14).De acordo com o pede o Documento de Aparecida,precisamos ser desafiados para ir e evangelizar as pessoas,ir diretamente conforme disse anteriormente evangelizar as pessoas sair para ir ao encontro das pessoas que necessitam de nossa ajuda,precisamos queridos irmãos e irmãs,sair para o encontro pessoal com Jesus,ouvir  sua palavra,ouvir os seus ensinamentos por isso “A Igreja “em saída” é a comunidade dos discípulos missionários que “primeireiam”.”(EG 24).

E para concluir essa mensagem,digo a todos os membros das Novas Comunidades,sejam também Igreja “em saída”,sejam comunidades autênticas,sejam escolas de oração,sejam escolas de santidade,sejam também escolas do diálogo,é para isso que precisamos ouvir os ensinamentos de Jesus no qual ele ordena: “Vamos a outros lugares,nas aldeias da redondeza,a fim que lá também,eu proclame a Boa Nova.Pois para isso que eu saí”.(Mc 1,38).Amados irmãos e irmãs,ao celebrarmos o Dia da Vida Consagrada,no dia 02 de fevereiro de 2016,e também estamos encerrando o Ano da Vida Consagrada,precisamos nos consagrar a Deus,elevando sempre em nossos corações,levar a Palavra de Deus para um desafio maior,de sermos comunidades novas,reestabelecendo o nosso caminho de evangelizar as pessoas,conforme todos nós acrescentamos em nossa vida,para que cada um de nós tenhamos renovado em nós todas as coisas.”Eis que faço nova todas as coisas” (Ap 21,5).Deus seja louvado!

JOSEPH CHARLES D´ALMADA BATISTA

Diretor de Comunicação

Fraternidade Pequena Via,Comunidade de Aliança

02 de Fevereiro de 2016

Festa da Apresentação do Senhor.Encerramento do Ano da Vida Consagrada.

Discurso do Papa Francisco aos membros da Fraternity Catholic

brasão do Papa Francisco

DISCURSO DO PAPA FRANCISCO

AOS PARTICIPANTES DO III CONGRESSO DOS MOVIMENTOS ECLESIAIS E NOVAS COMUNIDADES

Sala Clementina,Sábado 22 de Novembro de 2014

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

É com prazer que vos recebo por ocasião do Congresso que estais a celebrar com o apoio do Pontifício Conselho para os Leigos. Agradeço ao Cardeal Ryłko, também as suas palavras, e a Mons. Clemens. Nestes dias, estão no centro da vossa atenção dois elementos essenciais da vida cristã: a conversão e a missão. Eles estão intimamente ligados entre si. Com efeito, sem uma conversão autêntica do coração e da mente não se anuncia o Evangelho, mas se não nos abrirmos à missão não é possível a conversão e a fé torna-se estéril. Os Movimentos e as Novas Comunidades que representais já estão projectados para a fase da maturidade eclesial, que exige uma atitude vigilante de conversão permanente, a fim de tornar cada vez mais vivo e fecundo o impulso evangelizador. Por conseguinte, desejo oferecer-vos algumas sugestões para o vosso caminho de fé e de vida eclesial.

Antes de tudo, é necessário preservar o vigor do carisma: que aquele vigor não esmoreça! Vigor do carisma! Renovando sempre o «primeiro amor» (cf.Ap 2, 4). De facto, com o tempo aumenta a tentação de se contentar, de adormecer em esquemas tranquilizadores, mas estéreis. A tentação de aprisionar o Espírito: esta é uma tentação! Contudo, «a realidade é mais importante que a ideia» (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 231-233); se é necessária uma certa institucionalização do carisma para a sua sobrevivência, não devemos iludir-nos que as estruturas possam garantir a acção do Espírito Santo. A novidade das vossas experiências não consiste nos métodos nem nas formas, que contudo são importantes; a novidade consiste na predisposição para responder com renovado entusiasmo à chamada do Senhor; foi esta coragem evangélica que permitiu o nascimento dos vossos movimentos e novas comunidades. Se formas e métodos são defendidos por si mesmos tornam-se ideológicos, distantes da realidade que está em evolução contínua; fechados às novidades do Espírito, acabam por sufocar o próprio carisma que os gerou. É preciso voltar sempre à nascente dos carismas e reencontrareis o impulso para enfrentar os desafios. Não fizestes uma escola de espiritualidade assim; não fizestes uma instituição de espiritualidade assim; não tendes um pequeno grupo… Não! Movimento! Sempre a caminho, sempre em movimento, sempre abertos às surpresas de Deus, que estão em sintonia com a primeira chamada do movimento, com o carisma fundamental.

Outra questão diz respeito ao modo de acolher e acompanhar os homens do nosso tempo, em especial os jovens (cf. Exort. ap.Evangelli gaudium, 105-106). Fazemos parte de uma humanidade ferida — devemos dizer isto — onde todas as instituições educativas, especialmente a mais importante, a família, têm graves dificuldades um pouco em todo o mundo. O homem de hoje vive sérios problemas de identidade e tem dificuldade em fazer as suas opções; por isso tem uma tendência a deixar-se condicionar, a delegar a outros as decisões importantes da vida. É preciso resistir à tentação de se substituir à liberdade das pessoas e a dirigi-las sem esperar que amadureçam realmente. Cada pessoa tem o seu tempo, caminha à sua maneira e devemos acompanhar este caminho. Um progresso moral ou espiritual obtido mediante a imaturidade das pessoas é um sucesso aparente, destinado a naufragar. Melhor poucos, mas sempre sem procurar o espectáculo! A educação cristã, ao contrário, exige um acompanhamento paciente que sabe esperar os tempos de cada indivíduo, como o Senhor faz com cada um de nós: o Senhor tem paciência connosco! A paciência é o único caminho para amar deveras e levar as pessoas a uma relação sincera com o Senhor.

Outra indicação é a de não esquecer que o bem mais precioso, o selo do Espírito Santo, é a comunhão. Trata-se da graça suprema que Jesus nos conquistou na cruz, a graça que de ressuscitado pede para nós incessantemente, mostrando as suas chagas gloriosas ao Pai: «Como Tu, ó Pai, estás em Mim e Eu em Ti, que também eles estejam em nós, para que o mundo creia que Tu Me envias-te» (Jo17, 21). Para que o mundo creia que Jesus é o Senhor é preciso que veja a comunhão entre os cristãos, mas se se vêem divisões, rivalidades e difamações, o terrorismo dos mexericos, por favor… se se vêem estas coisas, seja qual for a causa, como se pode evangelizar? Recordai também este princípio: «A unidade prevalece sobre o conflito» (cf. Exort. Evangelii gaudium, 226-230), porque o irmão vale muito mais do que as nossas posições pessoais: por ele Cristo derramou o seu sangue (cf.1 Pd 1, 18-19), pelas minhas ideias nada derramou! Depois, a verdadeira comunhão não pode existir num movimento ou numa nova comunidade, se não se integra na comunhão maior que é a nossa Santa Mãe Igreja Hierárquica. O todo é superior à parte (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 234-237) e a parte tem sentido em relação ao todo. Além disso, a comunhão consiste também em enfrentar juntos e unidos as questões mais importantes, como a vida, a família, a paz, a luta à pobreza em todas as suas formas, a liberdade religiosa e educativa. Em particular, os movimentos e as comunidades estão chamados a colaborar a fim de contribuir para curar as feridas causadas por uma mentalidade globalizada que põe no centro o consumo, esquecendo Deus e os valores essenciais da existência.

Por conseguinte, para alcançar a maturidade eclesial mantende — repito — o vigor do carisma, respeitai a liberdade das pessoas e procurai sempre a comunhão. Mas não vos esqueçais de que para alcançar a meta a conversão deve ser missionária: a força de superar tentações e insuficiências vem da alegria profunda do anúncio do Evangelho, que está na base de todos os vossos carismas. Com efeito, «quando a Igreja chama ao compromisso evangelizador, mais não faz do que indicar o verdadeiro dinamismo da realização pessoal» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 10), a verdadeira motivação para renovar a própria vida, porque a missão é participação na missão de Cristo que sempre nos precede e acompanha na evangelização.

Queridos irmãos e irmãs, vós já destes muitos frutos à Igreja e ao mundo inteiro, mas dareis outros ainda maiores com a ajuda do Espírito Santo, que suscita sempre e renova dons e carismas, e com a intercessão de Maria, que não deixa de socorrer e acompanhar os seus filhos. Ide em frente: sempre em movimento… Nunca vos detendes! Sempre em movimento! Garanto-vos a minha oração e peço-vos que rezeis por mim — tenho deveras necessidade disso — e de coração abençoo-vos.

 Agora peço-vos, a todos, que rezeis a Nossa Senhora, que experimentou esta experiência de conservar sempre o vigor do primeiro encontro com Deus, de ir em frente com humildade, mas sempre a caminho, respeitando o tempo das pessoas. E depois também nunca vos canseis de ter este coração missionário.

Novas Comunidades: O que são?

As Novas Comunidades são reconhecidas pela Igreja como um dos instrumentos importantes enviados por Deus para o anúncio de Sua Palavra, testemunhando a veracidade do Evangelho com seu estilo de vida. “Cada uma das comunidades faz uma experiência de fraternidade, uma contribuição reconhecida pela Igreja para que a Boa Nova do Evangelho seja não só anunciada, mas vivenciada”, diz Dom Alberto Taveira. 

Assim, o Congresso Sul Americano das Novas Comunidades tem como objetivo reunir as várias comunidades que surgem no mundo inteiro, bem como unir os diferentes carismas, suas experiências de fraternidade e evangelização. As Novas Comunidades são verdadeiros canais privilegiados para a formação e promoção dos fiéis católicos, que se tornam mais ativos e conscientes do seu papel na Igreja e no mundo. Elas se inserem com fidelidade na vida das Igrejas locais, sendo fermento, sal e luz, correspondendo às necessidades da nova evangelização. Dessa forma, pessoas de todas as idades, classes sociais, solteiras ou casadas podem ser envolvidas por essa experiência eclesial.No decurso dos séculos, o Espírito sempre suscitou na Igreja realidades novas que servem como uma resposta aos desafios da Igreja no seu tempo. Podemos ver isso desde o surgimento das comunidades cristãs já relatadas no Livro dos Atos dos Apóstolos, mas também no monaquismo nos séculos III e IV, bem como no movimento mendicante no século XIII, nas congregações missionárias nos séculos XV e XVI, nas congregações voltadas para a caridade nos séculos XVII e XVIII e nos institutos seculares nos século XIX e XX.

Na modernidade, os ares do Concílio Vaticano II (1962-1965) favoreceram o surgimento de “novas formas de vida evangélica”, dentre elas, osMovimentos Eclesiais e as Comunidades Novasou podemos chamar de Novas Comunidades.

As Novas Comunidades começaram a surgir na década de 1970 na França e nos EUA, tornando-se um fenômeno mundial. No Brasil, as primeirasComunidades Novas surgem na década de 80 e, na década de 90, vê-se o surgimento de inúmeras Novas Comunidades que hoje no Brasil superam o número de 500.

O Concílio pedia uma Igreja inserida no mundo, capaz de atraí-lo para Cristo e de dar respostas aos desafios de seu tempo. O Papa João Paulo II, na memorável Vigília de Pentecostes de 1998, chamou os Movimentos Eclesiais e as Novas Comunidades de “providencial resposta do Espírito”. Isso porque, através das Novas Comunidadese Movimentos Eclesiais, leigos que se consagram a Deus a partir de um carismae, sob o dom e a radicalidade desse carisma, vivem o seu Batismo de forma autêntica num mundo dilacerado pelo secularismo.

Observo nas Comunidades Novas duas originalidades eclesiais:

– A primeira consiste freqüentemente no fato de se tratar de grupos compostos por homens e mulheres, por clérigos e leigos, por casados, celibatários e solteiros que vivem em comunidade, seguem um estilo particular de vida sob a graça e espiritualidade de um carisma particular.

– Outra originalidade é a consagração de leigos, inclusive casais, no serviço do Reino. Embora isso não seja exatamente novo na Igreja – vejam-se as ordens terceiras, os oblatos beneditinos – mas a consciência de uma consagração de vida, que inclua pessoas casadas, que inclusive fazem vínculos (promessas, compromissos etc.) de obediência, pobreza e castidade, é, sim, uma originalidade na Igreja.

Assim, as Comunidades Novas são uma novidade do Espírito na Igreja de Jesus Cristo e que por ela têm sido acolhidas, através de seu Magistério, como uma esperança para a Igreja³.

O Documento de Aparecida dedica um sub-capítulo aos Movimentos Eclesiais e Comunidades Novas, que começa dizendo: “Os novos movimentos e comunidades são um dom do Espírito Santo para a Igreja. Neles, os fiéis encontram a possibilidade de se formar na fé cristã, crescer e se comprometer apostolicamente até ser verdadeiros discípulos missionários.”

As Novas Comunidades, quase sempre surgidas da Renovação Carismática Católica, trazem em si algumas características:

– Carisma próprio bem definido;

– Amor e reverência filial à Igreja através da obediência ao Papa e Bispos e da fidelidade à doutrina católica;

– Forte missionaridade sob o impulso da nova evangelização;

– Vivência comunitária sob duas formas: comunidade de aliança e comunidade de vida;

– Chamado específico de pobreza e abandono na Providência Divina;

– Governo comum e organizado, vivido sob a graça da obediência;

– Presença de todos os estados e realidades de vida: homens e mulheres, clérigos e leigos, casados, celibatários e solteiros;

– Intenso apelo à vivência moral segundo o Magistério da Igreja, inclusive confirmado por vínculo de castidade segundo o estado de vida;

– Vida de oração intensa, tanto pessoal como comunitária.

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Notas

1. Exortação Apostólica Pós-Sinodal Vita Consecrata (1996), n. 62.

2. Exceção se faz à Comunidade Canção Nova, que começou em 1978.

3. Nas mensagens do Papa Bento XVI e nos pronunciamentos do Cardeal Stanislaw Rylko, Prefeito do Pontifício Conselho Para os Leigos, nos encontros da Catholic Fraternity, as Comunidades Novas têm sido chamadas de “Esperança da Igreja”.

4. Documento de Aparecida (2007), n. 311

As Comuniddaes de Vida e Aliança prestam muitos serviços, mas não é o mote fundamental delas. O ponto fundamental é o carisma, é a forma de vida que Deus as cahamou a viver. tem Comunidades que o ponto fundamental delas é o serviço. Elas nascem em vista de um serviço. Elas se organizam, tem compromisso de ordem espiritual, fraterna e apostólica em vista do serviço. Elas podem estar dentro da própria estrutura da RCC como comunidade de serviço, se ela não tem um carisma próprio, mas estão a serviço da estrutura. Isso se não possuem um carsima, pois as vezes, podem ter um carisma, mesmo se aplicando em um só serviço.

A Comunidade de vida e de Aliança não é um estágio dentro da vida do grupo de oração ou da vida de Comunidade. Há Comunidades de Renovação e grupos de oração que serão sempre grupos de  oração e Comunidades de Renovação, porque este é o designio de Deus a seu respeito. Uma Comunidade de vida e Aliança não é status, não é um passo a mais no grupo de oração. Tudo depende do designio de Deus, da Sua vontade. Uma Comunidade nova não nasce de uma motivação humana, não é uma iniciativa nossa, não é um acordo entre amigos em vista de um trabalho que precisa ser feito. Não! É uma iniciativa Divina. Deus vai mexendo em nosso coração, a nos inquietar, a nos chamar e a nos inspirar. Isso só nasce em um coração, ou em corações que escuta a Deus. O caminho é a vida de oração, de intimidade  com Deus. Escutar a Deus para que seja gerada a Comunidade de Deus e não a minha Comunidade. O projeto de Deus, exige grandes renúncias. A Comunidade existe para Deus, por isso devemos examinar muito as nossas motivações. Queremos fundar uma Comunidade de Vida e Aliança ou por que todo mundo já tem  e também precisamos ter uma? Ela é para maior gória de Deus, ou é por orgulho e vaidade? É por status? Para que o bispo veja?

Devemos perguntar, na fundação de uma Comunidade: Por que e para que que esta Comunidade está sendo gerada? E por que Deus está dando um carisma? Para o bem da igreja e para o bem do mundo? É para maior glória de Deus? Ou tudo se desenvolve para objetivos mesquinhos, motivações  ou planos humanos, baseado no orgulho, na inveja, na vaidade, na disputa e nos partidos? É muito importante que posamos purificar as nossas intenções nas fundações da Comunidade. Há muitas Comunidades que não nasce da inspiração de Deus; são geradas da vontade humana. Com aoutras acontecem o chamado, mas por se colocarem em atitude de discernimento, precipitam-se e acabam por fazer cópias de outras que já existem. Por não saberem como executar a inspiração de Deus. Logo, cria a Comunidade que se pensa e não a que Deus quer.

Uma Outra característica de uma Comunidade de Vida e Aliança que está surgindo é a sua originalidade, por que como é Dom de Deus, os dons são sempre originais. São originais em si mesmas, são criativas; tem pontos em comum com outras Comunidades, mas não podem ser cópias da outra.

Como está dentro da graça da Renovação, essas Comunidades Novas traz dentro dela elementos da graça da Renovação, como exercícios dos Carismas, Seminário de Vida no Espírito Santo, porém agreagado à sua forma própria de realizar e de viver o seu carisma e de realizar a sua missão. Existem  Comunidades que se dizem Carismáticas, mas não exercem os carismas, não vivem a experiência do Batismo no Espírito Santo, não tem esta experiência do poder e das características próprias da graça da Renovação Carismática. Estas Comunidades podem até ser Comunidades Novas dentro da igreja, mas elas não são Comunidades Carismáticas por que um dos pontos indispensáveis para reconhecer uma Comunidade Carismática é que dentro da espiritualidade, dentro de seu carisma , da sua graça própria traga também os elementos da graça da Renovação como o Batismo no Espírito Santo, os carismas e outros elementos. Portanto, o caminho para discernir este apelo interior de Comunidade de Vida e Aliança é a ORAÇÃO. VIDA DE PROFUNDA INTIMIDADE COM DEUS.

 

CARACTERÍSTICA DE UMA COMUNIDADE NOVA

01 – Composta de homens e mulheres, clérigos e leigos, casados e solteiros;

02 – Possuem um estilo particular de vida em comum ou com intenso compromisso de vida entre

seus membros;

03 – Desejam intensamente uma vida comunitária, expressam isso em comunidade de vida ou

Comunidade de Aliança;

04 – Forte compromisso com a oração e com uma vida interior comprometida;

O que as Novas Comunidades devem ser para o Povo? Mais ainda, o que são as Novas Comunidades? Segundo o fundador da Comunidade Shalom, Moysés Azevedo, elas são formadas por pessoas que descobriram seu Batismo e nele encontraram o seu carisma particular, a sua forma de viver o Evangelho e seguir plenamente a Cristo, ser Igreja.

“Devemos saber que somos constituídos por Deus a serviço do Seu Povo, aquele em cuja vida vamos concretizar, provar nosso amor por Deus”, afirma.

Ele acredita que um dos maiores dons destas comunidades é o de se colocar a serviço. “As Novas Comunidades não são um clube, não vivem para si mesmo. São um dom e uma missão em favor dos outros. Nosso papel é consumir e doar, sacrificar a nossa vida em favor deste povo, para que ele possa, nos olhando, ver os olhos de Cristo; nos ouvindo, ouvir a Palavra de Cristo e da Igreja. E que possam, no amor e no acolhimento, se sentirem amados e acolhidos por Cristo e a própria Igreja”.

E é exatamente esse um dos grandes desafios dos tempos atuais, segundo Moysés: fazer o povo se sentir acolhido e amado. Nesse sentido, as NC precisam oferecer o alimento necessário da sã doutrina, da evangelização fundamental, da boa formação cristã, católica, para que se possa formar homens e mulheres que façam a diferença neste mundo.

Dicas

Para as comunidades que começam a se estruturar, Moysés recorda que é preciso ter consciência de que a Obra não é humana, mas de Deus. “Às vezes, corremos o risco de querer fazer tudo com nossas próprias mãos”.

Ele oferece duas dicas fundamentais:

1 – Deus tem um projeto, uma promessa divina, e às vezes se quer realizar de modo humano. É preciso lembrar que, se a comunidade é autêntica, deve ser um projeto de Deus. É o espírito de escuta e obediência à vontade de Deus que sela essa autenticidade;

2 – “Não comecem pelo telhado”. Moysés cita que há comunidades que mal começaram a dar os primeiros passos e já têm grandes estruturas. Em primeiro lugar, o carisma precisa ser acolhido, compreendido e entendido para ir se institucionalizando, não começar pelo contrário, com regras e estatutos antes mesmo de a Comunidade existir concretamente. “É Deus quem precisa estar no comando e condução”, afirma.

Congresso

Foi realizado de 03 a 05 de junho o IX Congresso da Fraternidade Católica das Novas Comunidades(FRATER) Regional Brasil. O encontro aconteceu em Fortaleza (CE), na Comunidade Face de Cristo. A Comunidade Rahamim marcou presença no encontro.

“Temos a tradição de os encontros serem itinerantes e de uma comunidade acolher a outra. Não é simplesmente a cidade que acolhe, mas a comunidade, com seu carisma, para fazer esse trabalho de partilha, comunhão, edificação mútua”, diz o fundador da Shalom.

Moysés ressalta que o Congresso é um momento de grande graça, onde sela-se o espírito de comunhão que enriquece e frutifica a todos. “Os carismas não competem entre si, mas se completam em favor da Igreja e da humanidade. Isso temos presente muito dentro do nosso coração”, salienta.

As comunidades novas baseiam-se em novas inspirações adaptadas dos institutos de Vida Consagrada da Igreja Católica, tendo como grande diferencial a Vida Comunitária ser formada por Sacerdotes e leigos, homens e mulheres em uma mesma Comunidade devidamente dividida mais trabalhando junto em prol da Evangelização ou Promoção da Dignidade Humana.

Tais formas de vida comunitária em vista da Evangelização existem desde o fim do século XX, se expandindo pelo mundo todo em diversas novas comunidades, e ainda hoje aguardam um futuro enquadramento canônico enquanto são muito bem vistos pela hierarquia católica, sob a qual existem em esforçado serviço e auxílio. É formada por leigos e padres engajados como um passo a mais em seus engajados projetos de evangelizaçãodiocesanos oriundos comumente da Renovação Carismática Católica.

Devido a essa sua origem também são conhecidas por Comunidades Carismáticas, e teve seu apogeu na convocação feita por sua Santidade oPapa João Paulo II em 1998, no Vaticano onde reunindo-se com milhares de Comunidades do Mundo Inteiro reconheceu sua existência e lhes deu o grande impulso motivador na Igreja.

Novas Comunidades: Escolas de Santidade e de Formação

“Acontecerá,no fim dos tempos,que a montanha da casa do Senhor será estabelecida no ápice das montanhas,e será mais elevada que todos os outeiros.Os povos afluirão para ela,numerosas nações ali virão,dizendo: Vinde,subamos à montanha do Senhor,à casa do Deus de Jacó.Ele nos ensinará os seus caminhos,e andaremos por suas veredas”.(Mq 4,1-2).

As Novas Comunidades são praticamente chamadas de Escolas de Santidade e de Formação.Cabe a cada um de nós experimentarmos de fato,um caminho triunfante nessa escola,a cada um de nós tornamos um exemplo de vida fraterna na comunidade de vida e de aliança,onde os leigos porém “tem a missão de testemunhar o Evangelho com a própria vida.Mas Deus percorre,com cada pessoa,um caminho próprio”.(cf.YOUCAT 138).

Todo leigo que sente o chamando à santidade,pode-se também entrar em processo de formação dentro da comunidade nova para um caminho da perfeição de vida consagrada,testemunhando que de fato,apresenta um sentido próximo ao chamado de Deus,em nossas vidas.O contexto das Novas Comunidades se tornarem Escolas de Santidade e de formação,traga para nós os leigos um caminho de que “A Comunidade é,então,sinal da fé teologal: a fé acolhida é dom acreditado,não há razões humanas que possam explicar de forma perfeita a vida fraterna”(cf.Magno Fernando,Capítulo O Dom da Vida Fraterna como sinal da Trindade,livro Novas Comunidades: Primavera da Igreja,p.66).

Nesse aspecto,as Novas Comunidades,são um sinal de uma ampla formação transformando a vida de todos aqueles que necessitam alcançar a santidade e levar no coração uma plenitude completa de que “Todos vós,sóis irmãos” (cf.Mt 23,8),o caminho da santidade é estar perto de Deus caminhando profundamente na missão e da ação evangelizadora da Igreja,segundo o Documento de Aparecida,que nos indica alguns passos para a nossa formação é preciso compreender que “Para aproveitar melhor os carismas e serviços dos movimentos eclesiais no campo da formação dos leigos,