Vivendo a misericórdia em comunidade

“Portanto,como eleitos de Deus,santos e amados,vesti-vos com sentimentos de compaixão,com bondade,humildade,mansidão,paciência; suportai-vos uns aos outros e, se um tiver motivo de queixar contra o outro,perdoai-vos mutuamente.Como o Senhor vos perdoou,fazei assim também vós.” (Col 3,12-13).

Queridos irmãos e irmãs.das Novas Comunidades,conforme eu prometi escrever aqui no Blog das Novas Comunidades,um artigo sobre o tema “Vivendo a misericórdia em comunidade”,tema central do Encontro Diocesano das Novas Comunidades da Diocese de Campos,RJ.A Palavra de Deus escrita na Carta de São Paulo aos Colossenses,descreve esse importante caminho,como devemos viver a misericórdia em nossas comunidades.A pregação desse tema,feita pelo sacerdote da Comunidade Canção Nova,Padre Reinaldo,nos motivou como podemos experimentar essa graça da misericórdia de Deus,estamos no Ano Santo da Misericórdia,no qual,o Papa Francisco,convoca a todos nós a celebrarmos esse momento importante para nós.Aqui está o nosso desafio.

É muito mais que um sentimento.Deus por entranhas por nós em misericórdia Sentimento,não salva,mas as entranhas sim. Misericórdia  acolhe-nos dentro da vida de Deus.Misericórdia é rebaixar.Como dizia o Papa Francisco “Misericórdia e missão estão juntas”.Precisamos nos questionar a misericórdia em comunidade para os outros irmãos que vem aos nossos encontros.A gente acolhe a pessoa como ela é.Como a misericórdia é dentro da comunidade? Vivo a misericórdia como vivo  os meus irmãos? “Para o outro máximo de misericórdia para o outro exigência” (Autor desconhecido).Nós acolhemos as fraquezas dos nossos irmãos de nossas comunidades? Precisamos ter dentro das comunidades a questão da misericórdia.É necessário ter entranhas para com o próximo.Temos que ter as entranhas.A misericórdia faz parte da conexão,é uma salvação para a vida do irmão.Misericórdia,não é passar a mão na cabeça.Deus sabe que estamos caindo,quando ele cai ele também tem as minhas entranhas de misericórdia.A vida em comunidade é ajudar à pessoa ser santa.Elas precisam ouvir se vão ficar na comunidade.

Cabe a nós lembrando que a misericórdia de Deus não exclui ninguém.Precisamos parar de viver da cultura.Desse jeito,ninguém entra,não tem vocação,o teu carisma é para salvar e não para destruir ás pessoas.Como estou vivendo a misericórdia na minha comunidade?

Os irmãos que são do mesmo carisma,nós precisamos viver e como podemos viver a misericórdia com o irmão.A missão,em primeiro lugar,acontece. A evangelização acontece porque seu irmão exite.A comunidade existe porque seus irmãos existem.A misericórdia é a mãe da bondade,humildade,paciente,e bondoso.Precisa corrigir e ter paciência com aquele que quer mudar,aquele que quer ser acolhido.Estar como suportes como o irmão está caindo.Temos que ter essa atitude de misericórdia para com os irmãos  que precisam de resgate,dizia Santo Agostinho: “Somos como vasos de argila”.Se a gente não vive a misericórdia, a comunidade quebra como um vaso.Nós precisamos com o coração abraçar e corrigir os erros do irmão.O perdão é para a comunidade é como um óleo e porta vai ficar macia.A não misericórdia,abre as rachaduras.A misericórdia atrai aos outros a pura vivência do carisma.A parcela na comunidade precisa começar por mim.

Por isso,queridos irmãos e irmãs,concluindo esse artigo,nós todos precisamos ser anunciadores da misericórdia do Pai,precisamos então,acolher o irmão,colocarmos em prática,a compaixão e a misericórdia para com o outro (cf.Lc 7,11-17),precisamos ter a misericórdia também para com o outro,portanto precisamos também entrar como misericordiosos como o Pai (cf.Misericordiae Vultus 14;Lc 6,36).Que esse artigo possa ajudar você a compreender o sentido de viver a misericórdia em comunidade.Deus seja louvado!

Joseph Charles D´Almada Batista,Comunidade de Aliança

Fraternidade Pequena Via,Campos dos Goytacazes,RJ

Mensagem para o Dia Nacional dos Leigos

Para todos os cristãos leigos e leigas,

 e suas Organizações e Agregações,

 na Arquidiocese de São Paulo

  MENSAGEM PARA O DIA NACIONAL DOS LEIGOS

 Estimados irmãos leigos:

 Desejo dirigir-lhes esta MENSAGEM na ocasião do Dia Nacional dos Leigos, celebrado no próximo domingo, dia 25 de novembro.

 Nesse Domingo, último do Ano Litúrgico, 25.11.2012, celebramos a Solenidade de Cristo Rei e somos confrontados com o significado maior da nossa vida e da existência deste mundo: nossa meta final é o encontro com Jesus Cristo glorificado, nosso Salvador, Senhor da Igreja e Senhor de nossas vidas; dele esperamos receber o convite tão esperado para entrar na alegria da vida eterna e ter parte da felicidade sem fim do Reino de Deus, finalmente manifestado em sua plenitude. Seremos admitidos ao banquete celeste, se nesta vida tivermos sido bons e fiéis servidores do Reino de Deus, sobretudo pela acolhida e o serviço aos irmãos mais necessitados.

 Ao mesmo tempo, a solenidade de Cristo Rei nos recorda que, enquanto discípulos de Cristo e já “cidadãos” do Reino de Deus neste mundo, somos enviados como testemunhas e mensageiros da Boa Nova do Reino para nossos irmãos, em todos os ambientes sociais e circunstâncias históricas em que vivemos e atuamos. Conhecendo bem a preciosidade do Reino de Deus e atraídos por ele, como quem encontrou um grande tesouro, todos os batizados são convidados a dar o melhor de si para ajudar outras pessoas a descobrirem a “pérola preciosa” do Reino de Deus e a se fazerem seus discípulos.

 Assim, desejo encorajar todos vocês, caros leigos e leigas da Arquidiocese de São Paulo, a viverem intensamente o Ano da Fé, que a Igreja toda está vivendo e celebrando; nossa fé cristã católica é valiosa como um tesouro e precisa ser melhor conhecida, para ser mais amada e transmitida ao próximo, com verdadeira paixão, sobretudo para quem a desconhece ainda. Nesse sentido, peçamos todos que Deus nos conceda a graça de uma fé firme e esclarecida, como lhes escrevi na minha 2ª. Carta Pastoral – Senhor, aumentai a nossa fé! Escrevi essa Carta Pastoral, dedicando-a especialmente a todos vocês. Procuremos conhecer mais e melhor nossa fé, ao longo deste ano, lendo e estudando o Catecismo da Igreja Católica, ou o Compêndio do Catecismo, como pede o Papa Bento XVI. Participemos das muitas iniciativas sugeridas na Carta Pastoral para viver com proveito o Ano da Fé.

 Todos os batizados são participantes da vida e da missão da Igreja, cada um conforme o dom que recebeu de Deus. Aos pais e avós, peço uma dedicação especial na transmissão da fé aos filhos e netos e na sua iniciação à vida cristã e eclesial. Aos membros de agregações laicais, dedicadas especialmente à evangelização, encorajo a serem generosas testemunhas da fé para os irmãos. Se isso for feito, as novas gerações continuarão receber a “herança da fé”, como nós recebemos, e continuarão a crer, como nós cremos; mas se isso deixar de ser feito, a nossa fé corre o risco de não ser mais acolhida, professada e praticada pelas próximas gerações. Ajudar algum irmão ou filho a se aproximar de Deus e a ter uma experiência forte e bela da fé é o maior bem que lhe podemos fazer!

 Mas quero encorajar também a todos os leigos e leigas, como discípulos do Reino de Deus e de Jesus Cristo, a se envolverem na vida da sociedade e nas responsabilidades sociais. O vasto campo da missão dos leigos é, sobretudo, o das relações familiares, sociais, econômicas, políticas, educativas e culturais. É nelas que devemos, sobretudo, fazer aparecer a beleza do Reino de Deus e contribuir, com os demais agentes sociais, para edificar este mundo no bem. Sei que não é uma missão fácil, mas contamos com a graça de Deus, que nunca nos abandona.

 E, como se propõe a Igreja de Cristo, que está na Arquidiocese de São Paulo, no seu novo Plano de Pastoral, sejamos “testemunhas de Deus na cidade de São Paulo”. Em toda parte onde as pessoas nos virem, saibam que somos discípulos de Jesus Cristo e, por causa de nossa fé nele, estamos profundamente comprometidos com o bem comum, a justiça social, a dignidade humana e o respeito por toda pessoa. Isso é tanto mais importante, quando vemos nossa cidade ferida de medo por causa da violência que se manifesta por toda parte. Somos discípulos daquele que é o Príncipe da Paz e proclamou felizes e bem aventurados os promotores da paz.

 Caríssimos filhos e filhas desta querida Arquidiocese de São Paulo, sejamos todos “bons e fiéis servidores” do Reino de Deus neste mundo, para sermos merecedores do belo convite do Grande Rei, quando nos apresentarmos diante dele, no final de nossa vida: “muito bem, servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor!” (cf Mt 25,21).

 Deus os guarde na sua paz! Pela intercessão de São Paulo Apóstolo, Patrono de nossa Arquidiocese, e de Nossa Senhora da Assunção, invoco sobre todos a bênção de Deus!

  Card. D. Odilo P. Scherer

Arcebispo de São Paulo

A importância das Novas Comunidades na Igreja-Parte II

A fim de apresentar e discutir as ações dos movimentos eclesiais na Igreja, a Canção Nova realiza – de 18 a 20 de setembro – o Encontro das Novas Comunidades. Mas, afinal, você sabe qual é a importância dessas obras de evangelização? Confira, neste artigo do professor Felipe Aquino, qual é a função delas no Catolicismo.”O Papa João Paulo II pediu à Igreja uma ‘Nova Evangelização’, com ‘novo ardor, novos métodos e nova expressão’. Certamente, o Sumo Pontífice sentiu no coração essa inspiração de Deus em face dos grandes desafios da Igreja no século XXI: um laicismo agressivo contra a Igreja Católica, a presença das seitas que retiram os filhos de Deus dessa instituição; a aprovação e propaganda de muitas práticas ofensivas a Deus, como o aborto, a eutanásia, a manipulação de embriões humanos, a prática homossexual, entre outros, as quais o nosso querido Papa Bento XVI chama de ‘ditadura do relativismo’, que quer nos fazer crer que a verdade não existe e que cada um faz a sua.Creio que essa Nova Evangelização está acontecendo com as Novas Comunidades. Nota-se aí a ‘nova expressão’ de vida cristã pedida pelo Santo Padre. Aí está um ‘novo ardor’ no fogo do Espírito Santo; e ‘novos métodos’ de evangelizar, sobretudo, pelos meios de comunicação. A Igreja já não está mais andando de carroça no asfalto.O Espírito Santo, que é alma da Igreja, sempre a socorre especialmente nos momentos mais difíceis de sua história. Nos tempos modernos, Ele suscitou – a partir do Concílio Vaticano II – uma ‘Primavera na Igreja’, como declarou João Paulo II. As flores e os frutos dessa Primavera podem ser vistos, sobretudo, nos Novos Movimentos e nas Novas Comunidades de Vida e de Aliança, envolvendo especialmente os jovens, que deixam tudo, os prazeres do mundo, a família, para servir a Deus unicamente.Assim, é notório e inegável que uma das grandes obras que o Espírito Santo tem feito na Igreja, nos últimos quarenta anos, como um fruto, sobretudo da Renovação Carismática Católica [RCC], são as Novas Comunidades de leigos e consagrados, que se multiplicam a cada dia. Só no Brasil já são centenas dessas comunidades; algumas de vida; outras de aliança; e muitas com as duas opções.Elas são como que ‘um rosto novo da Igreja’ que surge; fiel às suas origens. Sou testemunha de que elas resgatam a vivência do Cristianismo puro, observando toda a riqueza da nossa fé católica. A reza do Rosário foi resgatada – prática antes tão abandonada – e é para as Novas Comunidades alimento espiritual diário indispensável. Da mesma forma, a Santíssima Virgem Maria é venerada com todas as honras a que tem direito como Mãe de Deus. E o povo voltou a rezar o Terço, a Ladainha Lauretana, o Ofício da Imaculada, a fazer peregrinações aos santuários marianos…Nelas [Novas Comunidades], Nosso Senhor Jesus Cristo é amado, servido e adorado verdadeiramente como Senhor e Salvador. O que importa é que o Seu Reino seja implantado na terra pela evangelização; missão primeira dessas Comunidades. Os jovens são evangelizados com ardor e parresia, a castidade lhes é apresentada como uma fonte de vida; os casais são chamados a viver a fidelidade a Deus e ao cônjuge, entre outros.Os Sacramentos são vividos com toda a intensidade e plenitude; sobretudo, a Confissão e a Eucaristia são amadas e desejadas. A bênção do Santíssimo Sacramento – tão abandonada antes – agora é celebrada com alegria, fé e profundidade. A adoração do Santíssimo, como tem pedido Sua Santidade, já há muito é realizada nas Novas Comunidades, especialmente pela realização do “Cerco de Jericó”, por meio do qual o Senhor Eucarístico é adorado por sete dias e sete noites ininterruptas.

 Os carismas de serviço são os mais variados em cada uma delas: algumas se dedicam a recuperar jovens drogados e viciados no álcool; outras se dedicam aos mendigos e abandonados; outras se dedicam à evangelização pelos meios de comunicação, e muitas coisas mais. Nas Comunidades Novas a hierarquia da Igreja é amada; a sua necessidade é entendida; e trabalha-se em comunhão com ela. E isso é fundamental, pois assim, evita-se o perigo de ser formar “igrejas paralelas” ou independentes da única Igreja que Cristo instituiu.Assim como na unidade dos membros de uma Comunidade está a força desta, assim também na unidade das Novas Comunidades entre si estará a força da Igreja. Cada Comunidade tem que se sentir irmã das demais e responsável por cada uma delas. Não pode haver rivalidade e competição entre elas; ao contrário, é preciso haver amor e auxílio mútuo.O carisma e o serviço próprio de cada uma devem estar sempre à disposição das outras para que todas se edifiquem e juntas construam o Reino do Senhor na terra. Não pode haver a menor concorrência entre uma Comunidade e outra, pois isso seria a negação da caridade e do serviço ao Reino.Para se enfrentar o secularismo avassalador de nossos dias, as Comunidades são imprescindíveis, mas para isso precisam ser fortes; e essa força depende muito da comunhão entre elas. Os seus líderes e coordenadores precisam se conhecer de perto, partilhar seus problemas, ajudarem-se reciprocamente: tudo para a edificação do Reino de Deus.Praticamente não há hoje uma diocese no Brasil e no mundo que não se beneficie do bom trabalho dessas Comunidades de Vida e de Aliança, que a serviço da evangelização estão aí presentes. Com isso, multiplicam-se as rádios católicas, jornais, revistas, retiros, acampamentos, shows, aprofundamentos, trazendo o povo de Deus de volta para a Igreja. As Comunidades e os movimentos eclesiais estão ajudando a Igreja a devolver Deus para aqueles que estavam perdidos”.

 

Foto Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

Prof. Felipe Aquino @pfelipeaquino, é casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”. Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: http://www.cleofas.com.br